O governo federal lançou ontem o seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que traz como meta principal uma redução progressiva do desmatamento na Amazônia nos próximos dez anos. A primeira etapa é reduzir em 40% a média anual de desmate no período 2006-2009, em relação à média dos dez anos anteriores (1996-2005), que foi de 19.500 km2 de floresta derrubada. Ambientalistas classificaram a meta como "tímida". Mas nem tanto. Para cumprir o plano, segundo cálculos do Estado, o desmatamento em 2009 terá de ser o menor da história - 9.200 km2, no máximo. Em 20 anos de monitoramento e fiscalização, o desmatamento na Amazônia jamais caiu abaixo de 11.000 km2. Dentre as metas anunciadas ontem, consta o fomento à indústria do etanol para alcançar aumento médio anual de consumo de 11% nos próximos dez anos.
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