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PROTOCOLO AGROAMBIENTAL

A restauração das matas ciliares e das nascentes localizadas em áreas de cultivo no Estado de São Paulo está entre os principais objetivos do Protocolo Etanol Mais Verde, modelo de cooperação realizado entre governo, usinas e fornecedores de cana-de-açúcar, pautado na necessidade de organização da atividade agrícola e industrial com ações que estimulem a sustentabilidade da cadeia produtiva de açúcar, etanol e bioenergia.

A primeira fase do programa, assinado voluntariamente em 2007, previa a antecipação de prazos para o fim uso do fogo nos canaviais, proteção de matas ciliares, recuperação de nascentes e outras medidas de conservação.

2007 

ASSINATURA DO PROTOCOLO AGROAMBIENTAL DO SETOR SUCROENERGÉTICO

Signatárias são responsáveis por 95% da produção paulista de cana-de-açúcar e 47% da produção nacional de etanol.

Aumento de 80%
no número de colhedoras

em pouco menos de 10 anos e um total de 400 mil trabalhadores requalificados.

2007/2008 – 753 colhedoras em SP
2016/2017 – 3.747 colhedoras em SP

O Etanol Mais Verde consolida as metas assumidas no âmbito do Protocolo Agroambiental (2007) e reafirma boas práticas que já vêm sendo adotadas, como a adequação ao Código Florestal, técnicas de conservação do solo, conservação e reuso da água, medidas de proteção à fauna, preservação e combate a incêndios florestais, entre outras.

Em contrapartida, o Governo de São Paulo dará suporte a essas ações atuando mais fortemente na qualificação de técnicos agrícolas, na comunicação e capacitação de pessoas ligadas à cadeia produtiva da cana, na criação de linhas de financiamento, na inclusão das novas práticas sustentáveis no Plano ABC Estadual, no fomento à pesquisa e desenvolvimento no campo energético, entre outros

NÚMEROS DO SETOR

Já não se pratica queima na colheita em
da área de cana do Estado de São Paulo

98%

Já não se pratica queima na colheita em 98% da área de cana do Estado de São Paulo

Desde o início da vigência do Protocolo (2007), deixou-se de emitir mais de 9,3 milhões de toneladas de CO₂ eq e mais de 56 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos (monóxido de carbono, material particulado e hidrocarbonetos)

Mais de 200 mil hectares de áreas ciliares e

8.230

nascentes

foram protegidas e recuperadas

As emissões de gases de efeito estufa evitadas já equivalem ao que teria sido emitido por cerca de

162 mil ônibus

circulando durante um ano

60% das usinas signatárias possuem programas de restauração florestal de seus fornecedores de cana

O setor sucroenergético do Estado de São Paulo acumula um ativo de quase 4.000 colhedoras (entre próprias e terceirizadas), ao passo que na safra 2007/08 o total era 750

O consumo de água passou de 1,52 m³ por tonelada de cana na safra 2010/2011 para 0,91 m³ por tonelada de cana na safra 2016/2017

Desde 2010, as usinas reduziram em 40% o consumo de água para o processamento industrial, em função de sistema de reuso, aprimoramento de processos industriais e avanço da colheita mecanizada

PROGRAMA NASCENTES

É um programa do governo do Estado de São Paulo que alia a conservação de recursos hídricos à proteção da biodiversidade por meio de uma estrutura institucional inovadora.

O setor sucroenergético é responsável atualmente por mais de 70% dos projetos de prateleira do Programa, contando com aproximadamente 770 hectares em processo de recuperação em áreas consideradas prioritárias para preservação dos recursos hídricos.

PROJETO POLINIZAR

O setor também tem inovado e investido na criação de programas voltados para convivência pacífica da cultura da cana-de-açúcar com as atividades do entorno.

Um exemplo é o Programa Polinizar, fomentado pela Syngenta em parceria com a unidade da Cofco International em Catanduva, que busca conferir treinamentos aos apicultores em áreas próximas às de cultivo canavieiro.

Entre as ações dessa iniciativa estão a formalização dos apicultores, com a identificação do local de instalação de suas caixas nas áreas de vegetação nativa; a capacitação técnica, com a realização de treinamentos periódicos buscando maior produtividade das colmeias; e a adoção de técnicas de manejo de maneira conjunta pela usina e os apicultores.