24 de outubro de 2005

A revista Época Negócios publicou, em 24/10, matéria especial sobre o setor sucroalcooleiro. Segundo a revista, no Brasil, a cultura da cana-de-açúcar ficou associada durante séculos a engenhos antigos, transporte em lombo de burro, coronéis e escravos.


“A imagem do passado desapareceu. Houve uma evolução impressionante na cultura da cana e hoje o Brasil já é o líder mundial em tecnologia, além de ser o maior produtor e exportador de açúcar e álcool do planeta”, informou à revista Eduardo Pereira de Carvalho, presidente da Unica.
Quem visitar a usina Petribú Paulista, a empresa Canavialis ou conhecer o ambicioso projeto da Petrobrás de construir dutos para exportação de álcool terá uma surpresa, segundo a matéria.

“Vai descobrir que houve uma revolução de negócios e de tecnologia no setor. Usinas moderníssimas controladas por computadores, laboratórios que fazem seleção genética da cana e usineiros que negociam ações na Bolsa de Valores ou no mercado futuro – essa é a nova estampa que o choque de modernidade produziu no setor. Nesse novo cenário, a expectativa é de que, nos próximos cinco anos, a riqueza gerada pela cana salte dos atuais R$ 40 bilhões para R$ 56 bilhões por ano.”

A revista informou ainda que a Unica lançou o mais completo trabalho sobre a cana da atualidade. O livro A Energia da Cana-de-Açúcar reúne 12 estudos de especialistas sobre a agroindústria da cana no Brasil. Faz um retrato das transformações que ocorreram no setor, os impactos econômicos, no meio ambiente, no emprego.

E aponta as perspectivas para o futuro. Foi organizado pelo pesquisador e professor Isaias de Carvalho Macedo. “A idéia é mostrar como estamos e onde podemos melhorar”, diz. No caso do álcool, o pesquisador lembra que o interesse é enorme porque ele se tornou o primeiro bicombustível a ter preço competitivo em relação ao do petróleo. “Com um barril de petróleo a US$ 25, o álcool já era competitivo. Imagine com o barril a US$ 60”, diz Isaias.

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