1 de fevereiro de 2010

undefinedA formação de uma “joint venture” entre o Grupo Cosan e a Shell International Petroleum, anunciada hoje simultaneamente em São Paulo e Londres, abre uma perspectiva importante e positiva para a expansão da presença global do etanol brasileiro. A opinião é do presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank.

Para o executivo, trata-se de uma união em que as duas participantes trazem aspectos complementares: “A parceria gera escala, eficiência e tecnologia, o que certamente contribui para que o etanol brasileiro conquiste mais espaço no mercado mundial e supere os obstáculos que ainda atrapalham o seu crescimento em mercados protecionistas,” comentou Jank.

O presidente da UNICA manifestou satisfação com os comentários feitos a respeito das qualidades do etanol brasileiro durante a coletiva em que foi anunciada a joint venture: “Os representantes da Shell no Brasil e em Londres frisaram que consideram o etanol brasileiro o que mais contribui para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o mais eficiente e sustentável e o mais comercialmente viável do mundo. É importante constatar que não apenas a Shell, mas diversas empresas de porte global, que vem marcando presença no setor sucroenergético brasileiro, hoje já consideram esses aspectos consolidados a respeito do etanol produzido no Brasil.”

Na visão da UNICA, com o envolvimento na joint venture das empresas Iogen, líder mundial em biotecnologia especializada em etanol celulósico, e Codexis, especializada em tecnologias limpas de processos biocatalíticos – ambas subsidiárias da Shell, o acordo também possibilita avanços importantes no desenvolvimento do etanol de segunda geração produzido a partir de biomassa de cana-de-açúcar. “É fundamental que as empresas de nosso setor avancem de forma decisiva na utilização de novas tecnologias. É algo que já vem se manifestando, mas que necessita de mais empenho e investimentos por ser um aspecto vital para o futuro de nossa atividade,” completou Jank.

O acordo, avaliado em US$ 12 bilhões de dólares, une a principal produtora brasileira e mundial de etanol de cana-de-açúcar e detentora das marcas Esso e Mobil no país e uma das maiores empresas petrolíferas do mundo. A Shell torna-se, assim, a terceira empresa petrolífera a investir na produção de etanol no Brasil – a BP foi a primeira em 2008, seguida da Petrobrás, que fez seu primeiro investimento direto na produção no final de 2009.

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