15 de dezembro de 2011

Nuno de Oliveira, administrador delegado daPetromoc, e Miguel Rossetto, presidente da Pbio assinam protocolo de intençõesA disseminação da competência e gestão brasileiras para a produção de etanol de cana-de-açúcar em outras partes do mundo é essencial para que o biocombustível se torne, de fato, uma commodity global, avalia o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank. O comentário refere-se ao protocolo de intenções assinado na quarta-feira (14/12), em Maputo, capital de Moçambique, entre a Petrobras, a Petrobras Biocombustível, a Açúcar Guarani e a Petróleos de Moçambique (Petromoc) para a produção e comercialização de etanol naquele país.

“Temos no Brasil a experiência e o melhor know-how para produção de etanol, e a África oferece condições muito parecidas com as brasileiras. A ida de empresas brasileiras para o continente africano é uma contribuição valiosa para o processo de globalização do etanol,” afirmou Marcos Jank.

A Petrobras Biocombustível, por meio da sua parceria com a Tereos Internacional, é sócia de uma usina de produção de açúcar em Moçambique, a Companhia de Sena, com capacidade de moagem anual de 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Através do acordo, a expectativa é atender a um novo mercado que deverá se abrir em Moçambique com a introdução de mistura obrigatória de 10% de etanol na gasolina, o chamado E-10.

 

Segundo o presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho, a nova destilaria de etanol será construída ao lado da usina já existente, aproveitando o melaço, atualmente vendido para produção de ração animal. Ele prevê que o protocolo de intenções será rapidamente transformado em parceria, em função da grande necessidade de combustíveis daquele país. “Moçambique importa 100% do petróleo que consome, o que afeta duramente suas finanças,” afirmou.

Publicações Recentes

Veja Também

Setor condena a MP 413 que transfere tributos para produtor de

Acordo ETH-Fapesp ajudará ampliar produtividade da cana em SP

undefined(Esq. p/ dir.) Parceria é fechada por Carlos Henrique Cruz e Celso Lafer, da Fapesp, e José Carlos Grubisich e Carlos Eduardo Calmanovici, representantes da ETH Bioenergia (Crédito: Samuel Iavelberg/Fapesp)Um acordo de cooperação para pesquisa entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a ETH Bioenergia, a

ler mais