15 de outubro de 2009

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ganhador do Premio Nobel da Paz de 2008, Al Gore, reconheceu mais uma vez o setor sucroenergético brasileiro como o de maior produtividade do mundo em etanol e elogiou a matriz energética brasileira, que tem 46% de suas fontes provenientes de energias renováveis. Ele fez os comentários durante o Fórum sobre Mudanças Climáticas, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, nesta terça-feira (13/10).

“O Brasil é um exemplo na utilização de tecnologias verdes e sustentáveis. Com o uso do carro flex, o País se tornou também um participante poderoso da indústria automotiva mundial”, afirmou Gore.

Para Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o elogio de Al Gore é importante por se tratar de uma personalidade reconhecida mundialmente por seus esforços voltados para a área ambiental, particularmente as consequências do aquecimento global. “O elogio ao setor, vindo de uma pessoa de tanta credibilidade no combate às mudanças climáticas, reforça a posição do etanol brasileiro como o biocombustível de maior redução das emissões de gases de efeito estufa disponível atualmente”.

A indústria brasileira da cana-de-açúcar é responsável por 16% da matriz energética do país, o que coloca a cana como segunda fonte de energia do país, atrás do petróleo e acima da hidroeletricidade. A bioeletricidade, energia produzida com a queima do bagaço de cana, já representa 3% da demanda doméstica por energia elétrica.

Em janeiro deste ano, em discurso no Comitê de Relações Externas do Senado americano, Al Gore defendeu o etanol do Brasil ao afirmar que o cultivo da cana-de-açúcar no País é altamente eficiente do ponto de vista econômico e em termos de balanço energético, e que pode continuar sendo produzido evitando o desmatamento.

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