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Assimetria nos preços

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5 de maio de 2006

Conforme a Unica vinha apregoando desde o início do ano, por ocasião da repercussão dos aumentos de preço do álcool, com o início da safra o processo se inverteu e hoje a situação é de queda acentuada no valor de venda na usina, embora ocorra um fenômeno que é importante ser observado: por ocasião do aumento de preços ao produtor, o repasse ao consumidor é instantâneo ? as vezes ele é até antecipado; no momento de queda de preços, o repasse é lento.

Exemplo: Hoje, o preço do álcool hidratado pago ao produtor está em R$ 0,90 o litro, o que equivale à situação de dezembro de 2005, quando o preço para o consumidor no município de São Paulo era de R$ 1,29 o litro ? o preço médio atual é de R$ 1,68 o litro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Sem querer entrar no mérito dos outros elementos formadores de preço que se somam ao valores pagos à produção, o presidente da Unica, Eduardo Pereira de Carvalho, faz um apelo para que o repasse ao consumidor seja feito com maior rapidez, uma vez que distribuidores e revenda se auto-intitulam como meros repassadores de preços que agregam margens mais ou menos fixas. Carvalho, numa análise do ocorrido nessa entressafra, disse esperar que ?todos tenham aprendido que no álcool combustível o que vale são as leis de mercado e que a tendência é de preços mais baixos na safra e preços mais altos na entressafra, com uma volatilidade inerente a esse tipo de mercado?.