13 de junho de 2014

A apresentação de cenários e de ferramentas de análise dos preços de energia elétrica no mercado livre, em um horizonte de até cinco anos, foi tema discutido por aproximadamente trinta representantes de empresas associadas à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em evento realizado na quinta-feira (5/6), na sede da entidade em São Paulo.

O encontro, organizado pela própria UNICA, contou com a palestra de uma equipe da Dcide, empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções de informação, processamento e modelagem quantitativa para segmento de comercialização de energia elétrica no mercado livre.

Segundo Patricio Hansen, diretor geral da Dcide, o acompanhamento continuo das referências de preço no mercado livre é um diferencial para quem comercializa energia advinda da biomassa da cana. “Entender a dinâmica dos preços de mercado, sua tendência e volatilidade permite ao agente de geração definir uma estratégia adequada para comercialização de energia no mercado livre,” apontou Hansen.

Para Zilmar de Souza, gerente em bioeletricidade da UNICA, projetos envolvendo a bioeletricidade ainda dependem excessivamente da comercialização em leilões regulados de energia, por isso é importante estimular a participação desta fonte também no mercado livre, algo que fortaleceria sua presença na matriz.

Segundo Souza, o mercado livre hoje representa quase 30% do consumo nacional, mas tem potencial para chegar a 46%, com a expansão da oferta acontecendo principalmente com fontes renováveis como a energia limpa gerada a partir do bagaço e da palha da cana. “A biomassa da cana tem expandido a geração até na entressafra, reforçando as características de uma energia premium em termos de confiabilidade no suprimento e de sustentabilidade ambiental, critérios essenciais para expansão no concorrido mercado livre”, conclui Souza.

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