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AT&T é a nova multinacional a adotar embalagens produzidas de cana

22 de setembro de 2011

undefinedO número crescente de empresas globais anunciando investimentos em bioplásticos produzidos a partir da cana-de-açúcar demonstra o quanto a matéria-prima é uma alternativa inovadora e sustentável, que além de agregar valor, diminui as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e não impacta na qualidade dos produtos. A avaliação é do consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, ao comentar a decisão da gigante mundial de telecomunicações, a AT&T, que vai utilizar embalagens de plástico verde, produzidos a partir da cana, para seus produtos ligados à mobilidade, como acessórios para celulares.

A iniciativa, divulgada na segunda-feira (12/09), soma-se à de diversas outras empresas com penetração mundial que já utilizam a cana na fabricação de plásticos verdes. A lista inclui a brasileira Braskem e as multinacionais Coca-Cola, Heinz, TetraPak, Nestle, Danone, Procter & Gamble e Dow.

Segundo Szwarc, a utilização desses produtos em equipamentos celulares e tablets por uma empresa do porte da AT&T é importante, pois alavanca o uso dos plásticos verdes em um segmento da economia que cresce rapidamente e cujos produtos têm um ciclo de vida relativamente curto. “Além disso, pelo fato de serem recicláveis, os bioplásticos estão em linha com os preceitos de sustentabilidade, algo que se espera de produtos tecnológicamente avançados,” explica.

Ao anunciar a decisão, o presidente da AT&T, Jeff Bradley, disse que espera que o exemplo da empresa seja replicado pelas concorrentes. “Esperamos que outras companhias se juntem a nós na busca por alternativas que visem diminuir a dependência do setor por produtos feitos a partir de combustíveis fósseis,” destacou.

Segundo o executivo, a empresa também tem se esforçado para usar menos embalagens para seus produtos. “Estamos trabalhando ativamente com nossos fornecedores de acessórios para incorporar mais matérias primas sustentáveis nas embalagens de plástico e papel,” afirmou Bradley.