30 de junho de 2010

As vantagens estratégicas do etanol de cana-de-açúcar foram mostradas a uma seleta platéia de empresários nesta terça-feira (29/06), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante o seminário “Brasil-Itália: Novas Parcerias Estratégicas” que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. O diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, defendeu uma maior parceria entre o Brasil e Itália para o desenvolvimento de uma matriz energética mais limpa com o uso do etanol.

“A experiência brasileira de produção e consumo de etanol, que apostou em uma matriz energética mais limpa e renovável, deve e pode ser replicada em outros países, como a Itália. O que defendemos é uma menor barreira tarifária dos governos sobre o produto, que ainda padece com um protecionismo excessivo dos governos, em particular na Europa, cuja tarifa chega a representar até 50% do valor do etanol”, afirmou Sousa.

Tanto nos EUA como na União Européia, a gasolina entra no mercado sem tarifação alfandegária, enquanto o etanol enfrenta tarifas de US$0,54 por galão (3,78 litros) nos EUA e €0,19 por litro na Europa. No Brasil, competindo diretamente, sem subsídios ou tarifas distorcidas, o etanol fez a gasolina tornar-se um combustível alternativo, já que os motoristas preferem pagar menos e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

“O caminho para a independência energética não ocorrerá por meio do isolamento, mas pela diversificação de energia. A abertura de mercados para os biocombustíveis pode permitir uma produção mais efetiva a custos mais baixos ao mesmo tempo em que melhora os ganhos ambientais e reduz a dependência de fontes fósseis de combustíveis,” ressaltou o diretor da UNICA durante seminário.

Sousa participou no painel “Energia do Futuro – Novas Parcerias Estratégicas no Setor Energético”, que teve como moderador Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infra-Estrutura na área de Energia da Fiesp. No mesmo painel também participaram Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); Valerio Cecchi, presidente do grupo ENEL Green Power para America Latina; Cledorvino Belini, presidente do Grupo Fiat no Brasil e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o embaixador Umberto Vattani, presidente do Instituto Nacional para o Comércio Exterior -ICE – Itália.

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