fbpx

Benefícios ambientais do uso de etanol são tema em fórum da OCDE, na França

0
4 de junho de 2008


“O etanol, principalmente o de cana-de-açúcar, pode ser a mais eficiente e rápida resposta para a mitigação do aquecimento global por meio de uma redução superior a 80% na emissão de gases de efeito estufa”. A declaração foi feita pelo diretor-executivo da UNICA, Eduardo Leão de Sousa, durante sua palestra no fórum sobre “Mudanças do Clima, Crescimento e Estabilidade”, da Organisation for Economic Co-Operation and Development 2008 (OCDE), em Paris.


Leão concluiu dizendo que “a mudança do clima já e uma realidade comprovada por mais de 2.500 cientistas que revisaram e endossaram o Quarto Relatório divulgado pelo IPCC (Painel Intergovernamental da Mudança do Clima, em português), da ONU, no ano passado”.


No painel “Qual é o papel dos biocombustíveis?”, além de propor a adoção do etanol como alternativa ambientalmente sustentável aos combustíveis fósseis, o executivo da UNICA repudiou a correlação entre a produção de etanol e o aumento nos preços dos alimentos.


Leão argumentou que a soma total das áreas cultivadas em todo o mundo para a produção de etanol, incluindo Brasil, Estados Unidos, Índia, União Européia, entre outros, não ultrapassa 15 milhões de hectares, enquanto a área destinada ao cultivo de alimentos chega a 1,4 bilhão de hectares. “Sendo assim, não faz o menor sentido sugerir que cerca de 1% da área usada para a produção de etanol no mundo tenha uma influência tão grande sobre os outros 99%. Me faz lembrar a história do rabo balançando o cachorro”, ironizou Leão.


Outros temas debatidos durante o painel foram os subsídios domésticos e barreiras tarifárias, que dificultam o livre comércio de produtos agrícolas, incluindo o etanol, e a possibilidade de estimular a produção de biocombustíveis em países emergentes de regiões como a África.