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Bentley produz seu primeiro superesportivo com motor flex

21 de julho de 2009

A renomada montadora britânica de carros luxuosos Bentley Motors acaba de lançar seu primeiro modelo equipado com um motor flex, capaz de rodar com E-85 (mistura de 85% etanol e 15% de gasolina) ou gasolina pura, em qualquer proporção, conforme projeto anunciado pela empresa no início do ano (“Etanol integra estratégia ambiental da Bentley”). Com o novo Continental GT Supersports, a montadora britânica confirma sua estratégia ambiental anunciada no início do ano, que prevê que até 2012 todos os seus veículos estarão usando etanol em alguma proporção.

Na opinião do consultor de tecnologia e emissões da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, ao incorporar a tecnologia flex em seus sofisticados veículos, a marca demonstra que também aderiu aos preceitos de sustentabilidade que envolvem o uso do etanol. “Estimular o consumo de combustíveis renováveis e reduzir substancialmente as emissões de carbono são conceitos que devem constar da missão corporativa de qualquer montadora de veículos hoje em dia”, avalia o especialista.

Sofisticação e qualidade

Com 90 anos de tradição na fabricação de automóveis, a Bentley sempre foi sinônimo de  luxo e exclusividade.  Na década de 1990 a marca foi incorporada pelo grupo Volkswagen, cuja produção de carros flex já é realizada em outros países, inclusive no Brasil.

Além de luxuoso, o Continental GT Supersports também é o esportivo mais rápido já lançado pela fabricante. O carro vai de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos, atingindo velocidade final de 329 km/h. O câmbio automático “QuickShift”, de seis velocidades, permite que o motorista reduza duas marchas de uma só vez. O veículo tem tração nas quatro rodas, com 60% de sua força voltada às rodas traseiras.

Segundo a marca britânica, o modelo deverá ser apresentado oficialmente no salão do automóvel de Frankfurt, na Alemanha, em setembro deste ano.

Mercado brasileiro

No Brasil, onde a introdução dos carros flex ocorreu em 2003, atualmente 35% do total da frota veicular leve do País já é bicombustível. Em junho, os veículos flex responderam por mais de 90% dos veículos leves vendidos no Brasil, ajudando a estabelecer um recorde em vendas de modelos flex no primeiro semestre deste ano. Segundo projeções da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), mantidas as atuais tendências, metade dos carros em circulação no Brasil será flex até 2012.