22 de julho de 2021

Discutir a contribuição da bioenergia para a descarbonização e oportunidades de cooperação entre Brasil e Japão foram os principais objetivos de seminário promovido nessa segunda-feira (19) pela embaixada do Brasil em Tóquio.  

No evento online, Eduardo Leão, diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), destacou o papel que o etanol pode exercer nas diferentes rotas tecnológicas de mobilidade sustentável. De acordo com o diretor, o Japão tem uma meta ambiciosa quando o assunto é descarbonização e o setor de transportes tem um peso importante nesse esforço.  

Leão explica que o etanol é utilizado como matéria-prima para produção de éter etil-terc-butílico (ETBE), misturado na ordem de 3% na gasolina japonesa. O executivo reforça que, nesse sentido, o etanol de cana-de-açúcar pode contribuir para que o Japão consiga atingir suas metas ambientas, já que ainda há grande espaço para aumento do nível de mistura de etanol ou ETBE.  

 “A ideia é que possamos trabalhar em cooperação, seja aumentando o comércio de etanol brasileiro ao Japão, ou seja por meio de cooperações nessas novas tecnologias que estão surgindo para a indústria automobilística”, completou Eduardo Leão.  

A visão do diretor da UNICA é compartilhada pelo ex-ministro da agricultura e Conselheiro do Brazil-Japan Wise-men Group, Roberto Rodrigues, que reforça que nunca mediu esforços para que o etanol brasileiro pudesse ser um parceiro de descarbonização no oriente.  

“Eu sempre achei que o etanol seria um combustível muito aceito pelos japoneses. Quando ministro, investi muito no Japão confiante de que a dependência que eles têm de petróleo e a forte vertente ambiental fossem conduzi-los ao Brasil. O embaixador Eduardo Saboia conseguiu me deixar otimista com esse seminário. As autoridades japonesas que participaram do evento mostraram uma visão mais pró-bioenergia”, disse o ex-ministro.  

O seminário foi o primeiro de uma série proposta pela Embaixada do Brasil em Tóquio sobre o tema.  

 

 

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