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Brinquedo com plástico de etanol de cana exerce duplo papel educativo

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19 de setembro de 2008




A sustentabilidade é o foco central de uma edição limitada do popular jogo Banco Imobiliário, lançada recentemente pela Estrela em parceria com a Braskem. Além de embutir nas estratégias da brincadeira o tema da sustentabilidade social, ambiental e econômica, o Banco Imobiliário Sustentável tem como exclusividade utilizar peças plásticas derivadas de etanol de cana-de-açúcar. “Pensamos junto com a Estrela em um brinquedo que pudesse levar o conceito de ser renovável, para o público em geral”, afirma Luiz Nitschke, executivo da área de Polímeros Verdes da Braskem.



 


“O jogo trabalha o conceito da sustentabilidade por meio de regiões geográficas onde há produção de cana ou valorização ambiental, além de ter negócios com créditos de carbono”, explica Nitschke. “O objetivo é o de comunicar a iniciativa de sustentabilidade do polietileno verde por meio de um jogo educativo. As cartas do jogo oferecem, por exemplo, punições para quem joga lixo pela janela do carro ou não coloca filtro contra a poluição na chaminé da fábrica”.






Para o consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, a sustentabilidade não é mais uma opção, mas uma necessidade. “Por isso, jogos como este são muito bem-vindos, por serem instrumentos de educação muito positivos, não só para crianças e jovens, mas para adultos também”, concluiu Szwarc. “O fato de as peças serem de plástico verde e os demais componentes do jogo de papel reciclado faz com que as pessoas não apenas brinquem de sustentabilidade, mas lidem com ela”.

O polietileno de origem renovável está sendo produzido em fase experimental pela Braskem. Por isso, foram feitos apenas 10 mil exemplares do Banco Imobiliário Sustentável, vendido em lojas do Wal-Mart.



A planta-piloto da Braskem produz atualmente mil quilos por mês do chamado polietileno verde, que tem como matéria-prima o etanol de cana-de-açúcar. Segundo o executivo da empresa, o plástico renovável está despertando interesse de empresas globais em áreas como as de alimentos, cosméticos, higiene e limpeza. Com isso, a meta para 2010 é produzir 200 mil toneladas de polietileno verde por ano, o que exigirá a utilização de 450 mil metros cúbicos de etanol a cada 12 meses, ou o equivalente a 450 milhões de litros.



Nitschke explica que o polietileno é o plástico mais consumido no mundo e, até agora, era produzido exclusivamente de fontes fósseis como petróleo ou gás natural. “São consumidos hoje 60 milhões de toneladas por ano de polietileno no mundo”, diz o executivo, acrescentando que para cada quilo gerado de plástico renovável evita-se a emissão de 2,5 quilos de CO2, da plantação da cana até a fabricação do polietileno verde. Além disso, o material pode ser reciclado: no Brasil, o percentual de reciclagem do plástico chega a 20%.