20 de fevereiro de 2008

A região leste do Canadá poderá se tornar importadora do etanol brasileiro de cana-de-açúcar, segundo declararam membros da missão governamental canadense da província da Nova Scotia, durante encontro na UNICA, nesta terça-feira (19 de fevereiro de 2008).

Liderados pelo ministro do Trabalho e Meio-Ambiente daquela província, Mark Parent, o grupo veio conhecer a associação que agrega associados responsáveis por cerca de 60 % da produção de etanol do País e entender as vantagens do álcool de cana-de-açúcar em relação às outras alternativas de geração do combustível, além de conhecer a experiência bem-sucedida do Brasil em implantar uma indústria de biocombustíveis.

Por serem de uma província considerada uma das mais adequadas do país às questões ambientais, os representantes de Nova Scotia consideram que a melhor solução para combater os gases de efeito estufa e reduzir o consumo de combustíveis fósseis é importar o etanol brasileiro.

Eles informaram que o Canadá está investindo em pesquisa para extrair etanol de celulose, já que o país tem muita madeira, o que só poderá se tornar viável em cinco ou dez anos, segundo as previsões mais otimistas.

Porém, já estão convencidos de que a cana-de-açúcar é mais eficiente do que a madeira e também o milho. Segundo Parent, a região leste canadense prefere fazer uma parceria com o Brasil para obter etanol do que com outras regiões do próprio Canadá, que estudam a alternativa da celulose.

A delegação organizada por Mariangela Lima, diretora de comércio internacional do consulado canadense em São Paulo, foi formada também por George de Romilly, presidente da empresa Romilly & Romilly, Scott Traves, presidente da Minas Pulp and Paper, Paul Maclean, consultor-sênior da Landis Energy Corporation, Dr. Mysore Satish, reitor da Faculty of Engineering, Dalhousie University, e Sheri Dosunmu, diretora de comércio da Nova Scotia Department of Environment and Labour.

Pela UNICA, participaram o diretor de Comunicação Corporativa, Adhemar Altieri, e a relações públicas, Carolina Costa.

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