24 de fevereiro de 2010

undefinedO consumo de etanol em carros flex brasileiros, entre março de 2003 e janeiro de 2010, evitou a emissão de 83.548.948 de toneladas de gás carbônico (CO2) na atmosfera.  Os dados foram registrados pelo “Carbonômetro”, ferramenta criada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) para medir a redução nas emissões de CO2 por carros equipados com motor flex e que utilizam o etanol como combustível.

De acordo com informações divulgadas na primeira semana de fevereiro pela Associação Nacional Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que foram compiladas pela UNICA, em janeiro de 2010 as vendas de carros bicombustíveis representaram 90% das vendas totais de automóveis, que chegaram a mais de 190 mil unidades.

Devido a alterações significativas no mercado de etanol desde outubro de 2009, particularmente o aumento no uso da gasolina devido aos preços elevados do etanol nas bombas durante a entressafra, os cálculos do Carbonômetro a partir de janeiro de 2010 utilizam nova base de consumo de etanol para veículos flex. O novo parâmetro foi definido temporariamente como 80% de consumo de gasolina tipo C e 20% de etanol, o inverso do que ocorre habitualmente, quando prevalece fortemente o uso do etanol nos carros flex. “Oportunamente essa relação será revista de modo a representar a dinâmica do mercado”, explica Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da UNICA.

1ª Revisão

Em outubro de 2009, a UNICA fez a primeira revisão na metodologia de cálculo do “Carbonômetro”, revelando que o resultado final estava sub-dimensionado, o que vinha gerando resultados mais baixos que os benefícios reais na redução de CO2 em carros flex. Foi feito um ajuste na curva de sucateamento da frota em circulação, que projetava uma retirada exagerada de veículos em uso, afetando os resultados.

Compensação

Para atingir o mesmo total de CO2 que deixou de ser emitido por carros flex em sete anos, de acordo com os dados do “Carbonômetro”, seria preciso plantar e manter ao longo de 20 anos mais de 267 milhões de árvores nativas. A metodologia de cálculo da equivalência em árvores foi desenvolvida pela Organização Não-Governamental SOS Mata Atlântica, e está detalhada no site Etanol Verde, mantido pela UNICA. O site permite ainda acionar o “Carbonômetro”, que integra a campanha “Etanol: uma atitude inteligente,” lançada em agosto de 2008 para detalhar os benefícios do biocombustível produzido a partir da cana-de-açúcar para o meio ambiente e a sociedade como um todo.

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