22 de fevereiro de 2017

Com o objetivo de sanar dúvidas a respeito das recentes alterações nas Leis nºs 13.203/2015 e 13.299/2016, sobre a comercialização da chamada energia incentivada no Ambiente de Contratação Livre (ACL), aproximadamente 40 gestores de usinas associadas à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) se reuniram na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo (SP), para um curso de dois dias (20 e 21/02) sobre as novas regras para a venda da bioeletricidade sucroenergética no ACL.

As fontes incentivadas são empreendimentos de geração de energia renovável com determinadas potências, como centrais eólicas, solares, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e de biomassa. A aquisição de energia destas unidades produtoras traz benefícios para os consumidores livres e especiais no ACL. “Ocorreram alterações pontuais na legislação que trata desta matéria, por isso é importante que nossas empresas afiliadas estejam preparadas para entendê-las. Neste sentido, acredito que o curso foi muito produtivo”, avalia o gerente em Bioeletricidade da UNICA, Zilmar Souza.

Para o gerente de Capacitação da CCEE, Daniel Gomes, o encontro promovido em parceria com a UNICA qualificou, de forma mais direcionada, um grupo de executivos do segmento canavieiro intimamente envolvidos no processo de venda da bioeletricidade gerada a partir do bagaço e da palha da cana. “Conseguimos criar um ambiente mais rico em discussões. Isso também nos ajudou a entender melhor as necessidades das empresas e melhorar nossos materiais de instrução”, avalia Gomes.

No setor elétrico, existem basicamente dois ambientes possíveis para se celebrar contratos de compra e venda de energia. No ACL, agentes de fontes incentivadas e convencionais negociam diretamente com os chamados consumidores livres e especiais – normalmente, grandes indústrias e centros de comércio e serviços. Já no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), a comercialização ocorre, majoritariamente, via leilões regulados pelo governo federal para atendimento à demanda das concessionárias de distribuição e seu mercado cativo (em geral, as residências, comércios e fábricas de pequeno e médio portes).

Em 2016, segundo estudo recente da UNICA com base em dados da CCEE, a bioeletricidade obtida da biomassa, da qual a cana tem 90% de participação, gerou para a rede quase 24 mil GWh, sendo 64% deste volume destinado para o mercado livre. “Ou seja, algo equivalente a atender mais de 9% do consumo industrial no Brasil, o que mostra a relevância do ACL para a biomassa e de cursos como este que a CCEE proporcionou”, conclui Zilmar Souza.

Publicações Recentes

Veja Também

Deputado Evandro Gussi participa de reunião na UNICA

Deputado Evandro Gussi participa de reunião na UNICA

O trabalho do deputado Federal Evandro Gussi (PV-SP), autor do Projeto de Lei do RenovaBio, foi celebrado pela diretoria e integrantes do Conselho Deliberativo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) durante a abertura da última reunião

ler mais
Deputado Evandro Gussi participa de reunião na UNICA

Supercarro brasileiro movido a etanol ilustra busca sustentável

Um novo carro de alto desempenho desenvolvido no Brasil, da categoria dos chamados superesportivos, reforça uma tendência mundial que vem sendo observada nesse segmento nos últimos anos: a busca pela redução das emissões de gases causadores do efeito estufa (GEEs) sem perda de desempenho. O mais novo exemplo dessa tendência é o Amoritz GT Doni

ler mais
Deputado Evandro Gussi participa de reunião na UNICA

UNICA reúne 20 mil pessoas em Washington Copa do Mundo

Torcedores de diversas nacionalidades da região de Washington, capital dos Estados Unidos, se reuniram no sábado (12/06) para um dos principais eventos ligados à Copa do Mundo realizados no centro da cidade: o Futebol na Praça (Soccer in the Circle).

ler mais