26 de agosto de 2020

As expectativas e desafios de tornar São Paulo uma referência em preservação ambiental e mercados sustentáveis foram tema da última reunião sobre o Acordo de São Paulo, realizada a partir da live “Economia de Baixo carbono: desafios e economia verde no Estado de São Paulo”. A reunião, transmitida nessa terça-feira, 25, pelo YouTube, foi liderada pela diretora-presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Patrícia Iglesias, e teve a participação do secretário de Estado da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, Marcos Penido, do secretário Executivo da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Luiz Ricardo Santoro, do Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, do presidente da Investe SP, Wilson Mello, e do presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Evandro Gussi.

Durante o debate, Gussi, que preside a Câmara Paulista de Mudanças Climáticas, apontou que a pandemia acentuou a relevância de temas como sustentabilidade, mudanças climáticas e emissão de gases. “Não há como falar em retomada se não for uma retomada verde. São Paulo se posiciona como um Estado em que a valorização do meio ambiente é princípio absoluto e isso se torna uma grande oportunidade de investimentos”, disse.

Wilson Mello, presidente da Investe SP, também falou sobre a importância do Acordo para angariar investimentos estrangeiros. “O Acordo de São Paulo é o nosso cartão de visita para os investidores. Antes da pandemia, já tinha sua utilidade inquestionável, mas depois da crise essa se torna uma diferenciação enorme de São Paulo, mostrando que aqui os investidores podem encontrar o respeito às questões ambientais, um Estado que tem isso no seu DNA”, conclui.

Para Penido, somente com o selo de sustentabilidade será possível trazer os recursos para o Brasil. “Precisamos ter um diferencial para que os aportes venham para São Paulo, para que nosso Governador possa mostrar o Estado que tem no meio ambiente o apoio e a base do crescimento sustentável. Através da conscientização teremos sucesso no crescimento e no investimento que nosso estado tanto precisa e merece. O Acordo traz para a consciência do setor privado que juntos podemos atingir esses objetivos”, conta.

Já o Secretário Junqueira acredita que a integração entre o setor público e privado é o principal farol nos debates sobre sustentabilidade nos negócios e indica o setor sucroenergético como um grande exemplo dessa integração. “O setor de cana-de-açúcar é a integração de maior sucesso que temos no agro brasileiro, porque envolve a indústria e a produção, que é feita com toda a técnica, para que possamos extrair o máximo de uma planta que é fascinante, produzindo energia elétrica limpa e renovável, gerando empregos e buscando novas tecnologias a todo momento”, conta.

“No setor sucroenergético vencemos há alguns anos o desafio de ser um negócio sustentável. A grande questão do processo que temos à nossa frente é que, para além do negócio sustentável, queremos transformar a sustentabilidade em negócio. Essa é uma das grandes oportunidade que este momento pós-pandemia reserva para o setor sucroenergético e para outros setores”, afirma Gussi.

A diretora-presidente da Cetesb reforçou que o Estado de São Paulo possui 22% da sua área coberta por Mata Atlântica e que mantém o índicede desmatamento legal zero. “De fato nosso estado tem avançado, é a realidade do Brasil que queremos. Um Brasil equilibrado do ponto de vista da sustentabilidade”, apontou.

Acordo de São Paulo

Com o objetivo de incentivar as empresas paulistas a assumirem compromissos voluntários de redução de emissão de gases de efeito estufa, a fim de conter o aquecimento global, sustentando o comprometimento do Governo do Estado de São Paulo e as metas estabelecidas no Acordo de Paris, o Acordo Ambiental de São Paulo foi lançado em 2019, por intermédio das Secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente, Relações Internacionais e da CETESB, e já conta com 105 signatárias.

Para a Diretora-Presidente da CETESB, Patrícia Iglesias o Acordo foi feito justamente para reforçar a importância que o Governo do Estado de São Paulo dá para a temática do meio ambiente e a relação com o setor privado. “Não basta que a área pública queira cumprir a agenda da sustentabilidade, é preciso que esse trabalho seja feito em conjunto com o setor privado e essa é a idéia do Acordo”, afirma.

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