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Coca-Cola Brasil quer garrafas PET 100% de resina de cana até 2020

26 de março de 2010

Marcos Jank, presidente da UNICA durante evento de lançamento da PlantBottle. Foto: divulgaçãoAté 2020 todas as garrafas PET da Coca-Cola no Brasil serão produzidas com 100% de resina proveniente da cana-de-açúcar. A ambiciosa meta foi anunciada nesta quinta-feira (25/03),  no Rio de Janeiro, pelo vice-presidente de técnica e logística da companhia, Rino Abbondi, e saudada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pelo presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank.

“Trabalhamos nisto, temos um projeto em andamento e acreditamos que até 2020 a garrafa 100% de etanol já estará no mercado,” afirmou o dirigente da Coca-Cola durante coletiva de imprensa do lançamento da “PlantBottle”, produto que atualmente utiliza 30% de etanol derivado de cana-de-açúcar como matéria-prima.

Para o ministro Minc, que participou do evento realizado no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, é relevante que hajam iniciativas sustentáveis como esta vindas do setor privado. “Quando vemos essa ação da Coca-Cola, de utilizar material renovável da biomassa para a produção de suas garrafas, percebemos o quanto estávamos corretos em estabelecer uma política nacional de mudanças climáticas. Desta forma, talvez o setor privado atue mais rápido nas reduções de emissões do que o setor publico.”

Demanda crescente por etanol

Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil (esq.), Heloisa Mello, gerente de Operações do Instituto Akatu, e Marcos Jank, presidente da UNICA. Foto: divulgação“Trata-se de uma oportunidade de abertura de um importante e crescente mercado para o etanol brasileiro,” acrescentou Marcos Jank, presidente da UNICA durante o evento.  “A avenida de possibilidades que sai da cana está se expandindo. A Coca-Cola mostrou que é uma empresa de vanguarda ao produzir o Bio-PET e, certamente, toda a indústria de bebidas vai segui-la e caminhar nesta direção no futuro.”

De acordo com estimativas feitas pela UNICA, a produção de cada lote de 10 milhões de garrafas de origem vegetal – como é a “PlantBottle” lançado pela Coca-Cola, com capacidade para dois litros, equivale à utilização de 68 mil litros de etanol para cada lote. Se o conteúdo de matéria-prima de cana passar de 30% para 100%, como pretende a Coca-Cola, a demanda de etanol poderá atingir 227 mil litros de etanol para cada 10 milhões de garrafas.

Garrafa verde

Foto: divulgação

Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a “PlantBottle” é 100% reciclável e reduzirá a dependência da Coca-Cola em relação aos recursos não-renováveis, além de diminuir em 25% suas emissões de CO2 comparado ao uso de fósseis na produção do mesmo número de garrafas.

A nova garrafa começará a ser comercializada em abril, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 500 ml e 600 ml, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre. A expectativa da Coca-Cola é que, em 2010, a produção inicial das garrafas “PlantBottle” resulte na redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo.

Segundo Rino Abbondi, “o  Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a ´PlantBottle´ e acreditamos que a Coca-Cola Brasil e seus fabricantes incentivam as demais indústrias a tomar medidas semelhantes. Vale destacar que 100% das embalagens deste produto em todo o mundo usará etanol brasileiro”, concluiu.

O lançamento da “PlantBottle” contou ainda com a presença do presidente da Coca-Cola Brasil, Xiemar Zarazúa; e da gerente de Operações do Instituto Akatu, que preza pelo consumo consciente, Heloisa Mello.