Marcos Jank, presidente da UNICA durante evento de lançamento da PlantBottle. Foto: divulgaçãoAté 2020 todas as garrafas PET da Coca-Cola no Brasil serão produzidas com 100% de resina proveniente da cana-de-açúcar. A ambiciosa meta foi anunciada nesta quinta-feira (25/03), no Rio de Janeiro, pelo vice-presidente de técnica e logística da companhia, Rino Abbondi, e saudada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pelo presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank.
“Trabalhamos nisto, temos um projeto em andamento e acreditamos que até 2020 a garrafa 100% de etanol já estará no mercado,” afirmou o dirigente da Coca-Cola durante coletiva de imprensa do lançamento da “PlantBottle”, produto que atualmente utiliza 30% de etanol derivado de cana-de-açúcar como matéria-prima.
Para o ministro Minc, que participou do evento realizado no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, é relevante que hajam iniciativas sustentáveis como esta vindas do setor privado. “Quando vemos essa ação da Coca-Cola, de utilizar material renovável da biomassa para a produção de suas garrafas, percebemos o quanto estávamos corretos em estabelecer uma política nacional de mudanças climáticas. Desta forma, talvez o setor privado atue mais rápido nas reduções de emissões do que o setor publico.”
Demanda crescente por etanol
Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil (esq.), Heloisa Mello, gerente de Operações do Instituto Akatu, e Marcos Jank, presidente da UNICA. Foto: divulgação“Trata-se de uma oportunidade de abertura de um importante e crescente mercado para o etanol brasileiro,” acrescentou Marcos Jank, presidente da UNICA durante o evento. “A avenida de possibilidades que sai da cana está se expandindo. A Coca-Cola mostrou que é uma empresa de vanguarda ao produzir o Bio-PET e, certamente, toda a indústria de bebidas vai segui-la e caminhar nesta direção no futuro.”
De acordo com estimativas feitas pela UNICA, a produção de cada lote de 10 milhões de garrafas de origem vegetal – como é a “PlantBottle” lançado pela Coca-Cola, com capacidade para dois litros, equivale à utilização de 68 mil litros de etanol para cada lote. Se o conteúdo de matéria-prima de cana passar de 30% para 100%, como pretende a Coca-Cola, a demanda de etanol poderá atingir 227 mil litros de etanol para cada 10 milhões de garrafas.
Garrafa verde
Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a “PlantBottle” é 100% reciclável e reduzirá a dependência da Coca-Cola em relação aos recursos não-renováveis, além de diminuir em 25% suas emissões de CO2 comparado ao uso de fósseis na produção do mesmo número de garrafas.
A nova garrafa começará a ser comercializada em abril, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 500 ml e 600 ml, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre. A expectativa da Coca-Cola é que, em 2010, a produção inicial das garrafas “PlantBottle” resulte na redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo.
Segundo Rino Abbondi, “o Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a ´PlantBottle´ e acreditamos que a Coca-Cola Brasil e seus fabricantes incentivam as demais indústrias a tomar medidas semelhantes. Vale destacar que 100% das embalagens deste produto em todo o mundo usará etanol brasileiro”, concluiu.
O lançamento da “PlantBottle” contou ainda com a presença do presidente da Coca-Cola Brasil, Xiemar Zarazúa; e da gerente de Operações do Instituto Akatu, que preza pelo consumo consciente, Heloisa Mello.
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