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Comercializadora recebe o primeiro Selo Energia Verde

17 de abril de 2024
Circuito elétrico de bioeletricidade

A Capitale Energia é a primeira comercializadora de energia elétrica a conseguir o Selo Energia Verde, referente à edição 2024 do Programa de Certificação da Bioeletricidade. O certificado é emitido pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) no âmbito do Programa criado pela Associação em parceria com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com o apoio da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL).

Desde 2015, o Selo Verde é concedido a usinas produtoras de bioeletricidade que cumprem quesitos ambientais e de eficiência energética, e para as comercializadoras e consumidores de energia que adquirem bioeletricidade dessas usinas no mercado livre. O Selo é a primeira certificação no mundo criado especificamente para a energia produzida a partir da biomassa da cana-de-açúcar.

“A partir do momento em que a comercializadora obtém o Selo Energia Verde da UNICA, os consumidores atendidos pela comercializadora também podem solicitar o certificado, sem custo financeiro, desde que também se enquadrem nas diretrizes do Programa. Nós acreditamos que isto representa um diferencial competitivo e de sustentabilidade no mercado livre para as comercializadoras e para as usinas de bioeletricidade que comercializam energia junto às comercializadoras”, comenta o gerente de Bioeletricidade da UNICA, Zilmar de Souza.

Neste ano, 47 usinas sucroenergéticas já receberam o Certificado Energia Verde e a Capitale Energia passa a ser a primeira a obter o Selo Energia Verde. De acordo com Souza, o mercado livre de energia elétrica, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, representou 37% do consumo brasileiro de energia elétrica em 2023 e tem perspectiva de expansão para os próximos anos.

Segundo Souza, ao longo de 2024, estima-se que essas 47 usinas devam produzir quase 9 mil GWh, equivalentes a 30% da geração da Usina Belo Monte em 2023 ou atender mais de 4 milhões de unidades consumidoras residenciais no ano. Além disso, essa geração deve evitar a emissão estimada de 1,8 milhão de tCO2, marca que somente seria atingida com o cultivo de 13 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.