4 de maio de 2010

undefined“O sucesso do setor sucroenergético do Brasil é marcado por profissionalismo e investimentos em tecnologia,” constatou o presidente de uma comitiva da União Econômica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA) durante visita na quinta-feira (29/04) à sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) em São Paulo. Soumaïla Cissé liderou o grupo que incluiu nove representantes dos países-membros da entidade: Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal, Togo e Guiné-Bissau.

“Acredito que alguns dos recursos utilizados aqui possam ser aplicados em meu país. E, para tanto, não descarto a possibilidade de uma parceria com o Brasil,” acrescentou Cissé.

A delegação foi recebida pelo diretor executivo da UNICA, Eduardo Leão de Sousa, que apresentou o panorama da indústria brasileira. Participaram também o vice-presidente de tecnologia e desenvolvimento da Dedini, José Luiz Olivério, e o responsável pela divisão de assuntos internacionais da empresa, Francisco Guapo de Almeida, que detalharam o desenvolvimento de tecnologias voltadas para o açúcar e o etanol.

Visita in loco

Na sexta-feira (30/04), o grupo partiu para Leme, no interior de São Paulo, para conhecer a usina Cresciumal Dreyfus. Lá, acompanharam todo o processo para a produção de etanol, desde cultivo e colheita da cana-de-açúcar até a destilação. “Caminhar dentro da usina e ver como o etanol de cana é produzido me fez ter ainda mais certeza de que devemos aplicar essa tecnologia na África,” comentou Cissé. “Já plantamos cana-de-açúcar, mas precisamos agora produzir etanol, que é mais barato e mais sustentável,” concluiu.

O grupo também se surpreendeu com a cogeração de energia. “Fiquei impressionado com a eficiência com que o potencial do bagaço é aproveitado,” comentou Mamadou Dianka, coordenador do Programa Regional de Energia do UEMOA a partir da Biomassa. “Se implementássemos uma fábrica como esta nos países da UEMOA, teríamos uma economia significativa em nosso setor,” disse.

Para Cissé, Dianka e o restante da comitiva, o “Brasil é um exemplo em economia sustentável, principalmente no que se refere a etanol de cana.” Segundo Cissé, o grupo retorna para a África confiante de que lá também podem produzir etanol e energia, além do açúcar que já comercializam. “Uma usina como esta está ao alcance de nossos engenheiros,” afirmou.

 

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