27 de julho de 2009

As chuvas na primeira quinzena de julho diminuíram não só o aproveitamento do tempo disponível para moagem de cana de açúcar na região Centro-Sul,  mas também o acúmulo do teor de açúcar na cana colhida. Os números efetivos da produção até meados de julho, as condições desfavoráveis à colheita na segunda quinzena do mês e a não-maturação da cana em níveis comparáveis aos da safra anterior – aspectos que devem se repetir na primeira quinzena de agosto – já permitem afirmar que as previsões iniciais para a safra 2009/10 não serão atingidas.

Na primeira quinzena de julho, os estados mais afetados pelas chuvas foram Mato Grosso do Sul e Paraná. Já nos estados de Goiás e Minas Gerais, as condições climáticas foram favoráveis à colheita. Nos demais estados, inclusive o de São Paulo, que responde por cerca de 60% de toda a cana colhida no país, o aproveitamento do tempo disponível para a colheita foi o mesmo observado na segunda quinzena de junho, e comportamento diferente nas várias regiões produtoras de cana no estado.

A quantidade de cana esmagada entre 1º e 15 de julho chegou aos 33,53 milhões de toneladas, 4,60% inferior ao volume registrado na mesma quinzena da safra anterior (2008/09). No acumulado, o volume total do início da safra até 15/07 atingiu 209,79 milhões de toneladas, superando o acumulado na safra anterior em 18,94%.

A já citada diminuição na quantidade de produtos obtidos por tonelada de cana na primeira quinzena de julho ocorreu, principalmente, devido à não-maturação da cana colhida. O índice da quinzena ficou em 135,73 quilos por tonelada de cana, 3,65% abaixo do registrado na mesma quinzena da safra anterior. Em termos de produtos finais, a redução no período foi de 8,09% e no acumulado da safra, a quantidade de produtos obtidos até 15/07 é de 125,86 quilos por tonelada, 1,16% inferior ao acumulado na safra anterior.

Das 23 novas unidades com início de atividades (primeira moagem) previsto para a safra 2009/2010, 10 já terão iniciado a moagem de cana até o final do mês de julho. Entre as unidades já existentes, 12 ainda não iniciaram a moagem na atual safra.

Na primeira quinzena de julho, 45,56% da cana de açúcar processada foi direcionada para a produção de açúcar, o que resultou em um volume de 1,975 milhão de toneladas durante a quinzena, 0,41 % acima do volume produzido na primeira quinzena de julho da safra anterior. No acumulado desde o início da safra 2009/10, o percentual de cana utilizada na produção de açúcar é de 42,3% do total colhido, para uma produção acumulada de 10,64 milhões de toneladas, 25,91% superior à produção acumulada até meados de julho da safra passada.

Mesmo que as unidades mistas procurem otimizar a produção de açúcar, dado o nível de preços praticados no mercado interno e externo, o contingente de matéria-prima destinada à produção de etanol é de 54,44%, portanto uma safra mais alcooleira que açucareira, com volume de 1,447 bilhão de litros, 13,93% inferior ao volume produzido na primeira quinzena de julho da safra 2008/09. No acumulado, a produção de etanol na safra 2009/10 é de 8,92 bilhões de litros, com 57,70% de toda a cana colhida até aqui direcionada à produção de etanol.

Detalhes sobre os volumes de açúcar e etanol destinados para os mercados interno e externo só serão compilados na atualização referente à segunda quinzena de julho, que estará disponível nos primeiros dias de agosto. Na comparação com a segunda quinze a de junho, as saídas de etanol para o mercado interno entre 1º e 15 de julho aumentaram em 3,2%.

Para acessar os dados da safra, clique aqui.

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