17 de junho de 2010

A experiência bem sucedida do Brasil na construção de um mercado consolidado para o etanol pode servir de modelo para países que pretendem reduzir emissões de forma sustentável no setor de transporte. Assim se manifestou o representante-chefe da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) na União Européia, Emmanuel Desplechin, na Conferência Mundial de Bioenergia realizada na cidade de Jönköping, na Suécia entre 25 e 27 de Maio de 2010.

Em um painel que teve como tema “Como construir um mercado para biocombustíveis?”, os participantes discutiram os requisitos e incentivos essenciais para desenvolver um mercado de biocombustíveis. A produção e uso do etanol em escala comercial no Brasil foram citados como exemplos de sucesso. “Trinta cinco anos após o lançamento do Programa ProAlcool, o Brasil substitui mais de 50% de suas necessidades de gasolina por etanol,” explicou Desplechin.

Em 2003, a indústria automotiva lançou os veículos Flex-Fuel, que já são mais de 40% do total de automóveis leves no país e respondem por mais de 90% das vendas de carros novos, garantindo o crescimento da demanda por etanol. “A lição a ser aprendida com a experiência brasileira, que criou um mercado bem sucedido e consolidado, é envolver todos os participantes da cadeia produtiva na construção de um mercado para um combustível de baixo carbono,” concluiu o executivo da UNICA.

Conduzido por Gustav Melin, da Associação Sueca de Bioenergia (Svebio), o painel também contou com a participação do Professor Petri Vasara, da empresa de consultoria Pöyry Management; Jonas Ericsson, da administração municipal de Estocolmo, que apresentou o programa Bioetanol para um Transporte Sustentável (BEST); Zhang Nan, do Escritório Comercial Chinês do Cômite Administrativo; Yang Liu, da SF-Bio-Industrial Bio-tech Co. Ltd.; e Per Dahlen, da empresa de investimentos de Singapura, Portelet Asia Pte.

A participação da UNICA no evento WBM acontece como parte do projeto Apex-Brasil/UNICA, iniciado em janeiro de 2008. Trata-se de uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para promover a imagem do etanol brasileiro de cana-de-açúcar como energia limpa e renovável ao redor do mundo.

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