10 de agosto de 2018

De grande relevância para o setor sucroenergético, a conservação do solo foi debatida por especialistas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Escola Superior Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).
O evento, realizado nesta quinta-feira (09/08) em São José do Rio Preto (SP) pela COFCO, multinacional associada à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), teve a presença de aproximadamente 100 pessoas, com destaque para a participação  Isabella Clerici de Maria, Guerd Sparovek, Jairo Antônio Mazza e Drenizart Bolongezi, que palestraram sobre as melhores práticas agrícolas no cultivo da cana-de-açúcar, de novos sistemas de infiltração e drenagem a princípios conservacionistas aplicados na reforma de canaviais.

“Adaptar o manejo agrícola às novas tecnologias é uma constante no segmento produtivo, ainda mais no setor sucroenergético, que passou por um processo de mecanização da colheita da cana, o que exigiu conciliar rendimento operacional com as vantagens ambientais proporcionadas pelo fim do uso do fogo ao se tratar o solo “, afirma o diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues.

A importância do tema motivou a criação, em 2016, da iniciativa InovaSolo, coordenada pela UNICA e Esalq, com apoio da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. O objetivo é a geração de novas metodologias de análise de solos tropicais e fertilizantes, validação de instrumentos e equipamentos analíticos e realização de treinamentos especializados, favorecendo a inovação no campo.

Considerada uma das atividades agrícolas que mais recuperam solos degradados, a cultura canavieira é uma das que mais investem em inovações tecnológicas que enriquecem a estrutura física do solo, proporcionando melhor fertilidade e maior armazenamento de carbono, principalmente em terras degradadas. Pesquisas da Embrapa mostram que a substituição de pastagens deterioradas pelo cultivo de cana permite um importante ganho no estoque de carbono no terreno, que pode variar entre 5 toneladas por hectare (tCO2/ha) e 18 tCO2/ha numa profundidade de 0-30 centímetros.

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