26 de março de 2009

No momento em que as montadoras de veículos reduzem seus investimentos em todo o mundo em função dos efeitos provocados pela crise financeira internacional, a expansão da produção e do consumo de etanol no Brasil impulsiona cada vez mais o lançamento de novos modelos no mercado automotivo nacional. Como havia prometido no segundo semestre de 2008, nesta segunda-feira (23/03/09), a Nissan iniciou as vendas do modelo Livina, o primeiro carro de passeio da marca japonesa a oferecer um motor flex em todo o mundo. Com isso, a Nissan, além de se tornar a 11° fabricante a apostar na produção de veículos flex no País, demonstra que as principais montadoras do mundo confiam na realidade do mercado brasileiro, onde os carros bicombustíveis já respondem por 90% das vendas de veículos leves, e onde a produção e a demanda por um combustível limpo e renovável são crescentes.


 Em 2008 foram consumidos 22,2 bilhões de litros de etanol no Brasil. Projeções feitas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) indicam que até 2015 a produção anual destinada ao mercado interno será de 34,6 bilhões de litros. Para o consultor de emissões e tecnologia da UNICA, Alfred Szwarc, o fato da Nissan desenvolver um modelo exclusivamente voltado para o mercado doméstico brasileiro “é visto com grande interesse pelo setor sucroenergético e demonstra que o Brasil deixou de ser um mercado secundário para a indústria automobilística internacional”, observou Szwarc.


A Nissan escolheu o Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), como local para a produção de sua nova linha. O modelo Livina, com espaço para cinco ocupantes, terá motorização de 1.6 litros com transmissão manual, e 1.8, com transmissão automática. No segmento de carros monovolumes, dedicados a famílias com até cinco componentes, o Livina oferecerá o maior espaço interno da categoria.


Quatro versões do modelo já estão à venda nas 68 concessionárias da montadora espalhadas pelo País. O motorista poderá escolher opções mais populares, com motores 1.6 16V (R$ 46.690) e 1.8 16V (R$ 50.690), ou os modelos top de linha 1.6 16V SL (R$ 51.490) e 1.8 16V SL (R$ 56.690). China, Indonésia, Taiwan, África do Sul, Malásia e Filipinas já produzem e comercializam estes modelos pelo mundo, porém na versão convencional, sem o recurso flex. Desde 2006, 100 mil unidades do Livina já foram vendidas nestes mercados.






Livina flex: modelo desenvolvido especialmente para o Brasil
A adaptação do Livina para o Brasil teve a colaboração decisiva da equipe nacional da Nissan, que orientou os engenheiros japoneses sobre a introdução da tecnologia flex no modelo. “Mostramos à matriz que a estratégia de introdução do Livina no País seria mais efetiva se adequássemos a tecnologia japonesa à realidade nacional, respeitando os hábitos do brasileiro e seu direito de escolha sobre o combustível que prefere usar”, afirma Mário Furtado, gerente de Marketing Produto da empresa.


O processo de adaptação do Livina para o mercado brasileiro contou com a colaboração decisiva da equipe brasileira da Nissan, que orientou os engenheiros japoneses sobre a introdução da tecnologia flex no modelo. “Mostramos à matriz que a estratégia de introdução do Livina no País seria mais efetiva se adequássemos a tecnologia japonesa à realidade nacional, respeitando os hábitos do brasileiro e seu direito de escolha sobre o combustível que prefere usar”, afirma Mário Furtado, gerente de Marketing Produto da empresa.


A previsão da Nissan é chegar ao final de 2009 com 7.200 mil unidades do novo carro vendidas, um significativo aumento no volume de produção e comercialização da empresa. “Projetamos as vendas do Livina de acordo com a realidade do mercado brasileiro e cenário atual. Estamos cientes que as vendas totais de veículos neste ano deverão cair em relação ao ano anterior. Porém, estamos confiantes que os diferenciais do Livina atingirão a média de 800 unidades vendidas ao mês”, afirma Marcelo Bracco, diretor de Vendas e Desenvolvimento da rede da Nissan. Com os atuais modelos comercializados no Brasil, a montadora compete em 19% do mercado nacional total. Segundo a Nissan, a partir da introdução do Livina e, no futuro, com a entrada de outros modelos da mesma família, a montadora passará a concorrer em segmentos que respondem por 30% do mercado brasileiro.

A adoção da tecnologia flex pelas montadoras estrangeiras já é uma realidade consolidada no País. Com a aposta no segmento de carros flex brasileiros, a Nissan se junta às montadoras General Motors, Volkswagen, Ford, Peugeot, Honda, Mitsubishi, Citroën, FIAT, Renault e Toyota.

Mais de 60 modelos de carros bicombustíveis já são comercializados no Brasil, onde a utilização do etanol já substitui em mais de 50% a demanda por gasolina (considerando a soma do etanol anidro, adicionado em 25% na gasolina e o etanol hidratado, vendido nos postos).Além dos benefícios econômicos, outros bons motivos estimulam o uso de um combustível limpo e renovável ao invés da gasolina, de origem fóssil: a redução nas emissões de CO2. O uso do etanol reduz em até 90% a emissão de gases de efeito estufa em comparação com a gasolina. O crescimento da frota de veículos leves que rodam usando um combustível limpo e renovável pelo País, significa um avanço nas ações que visam reduzir as emissões de gases de efeito estufa, principais causadores do aquecimento global.


Segundo Alfred Szwarc, a entrada desses fabricantes no mercado nacional de veículos leves, produzindo modelos flex, é um indicador da necessidade de ofertas de produtos com este recurso tecnológico. Desde quando foram lançados no País, em 2003, o uso de etanol em veículos flex permitiu uma redução de 45 milhões de toneladas em emissões de CO2 na atmosfera na comparação com a gasolina. O cálculo é atualizado mensalmente pelo “Carbonômetro”, um recurso disponível no site www.etanolverde.com.br, criado para dar apoio à campanha publicitária “Etanol: uma atitude inteligente”, idealizada pela UNICA em 2008. Os números fornecidos pelo “Carbonômetro” quantificam os benefícios ambientais gerados pela utilização do etanol nos carros flex desde que eles ganharam espaço na frota veicular brasileira.


Para atingir a mesma economia de CO2 ao longo de 20 anos, por meio do plantio de árvores, seria preciso plantar mais de 143 milhões de unidades. O número leva em consideração que 3,2 árvores retiram uma tonelada de CO2 da atmosfera ao longo de duas décadas. A metodologia de cálculo foi desenvolvida pela ONG SOS Mata Atlântica, com apoio da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e da consultoria Key Associados.

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