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Decisão de montadoras japonesas sobre biocombustíveis é avanço

2 de março de 2010

undefinedUm parecer favorável ao uso de biocombustíveis emitido pela Associação dos Fabricantes de Veículos do Japão (JAMA), entidade equivalente à Anfavea no Brasil, é um importante passo para a internacionalização do etanol, avalia a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Na última sexta-feira (26/02), a entidade japonesa endossou o uso do combustível, embora declare limites para a utilização: 5% para biodiesel no diesel e 10% de etanol na gasolina.

“A decisão de aprovar voluntariamente a mistura do etanol em até 10% é uma mudança radical para os japoneses e muito positiva para o setor sucroenergético. Importante lembrar que a indústria japonesa, cujo poder de influência internacional é forte, era até então contrária ao uso do biocombustível e fomentava esta posição em outras nações,” explica Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da UNICA. Ele lembra que a JAMA também admitiu maiores níveis de etanol para veículos dedicados a esse combustível ou equipados com motor flex.

Um exemplo disso, foi o projeto-piloto desenvolvido em 2006, pela empresa nacional jamaicana de petróleo Petrojam, que detectou a resistência dos importadores de veículos ao uso da mistura com 10% de etanol.

Atualmente a lei japonesa autoriza, em caráter facultativo, o uso da mistura de etanol à gasolina, mas limita o conteúdo em 3%. Szwarc esclarece que o baixo teor de mistura permitido, relativamente ao que é adotado em outros países, é explicado pela tradicional cautela dos japoneses no uso de produtos que não são totalmente familiares. Ele cita ainda a resistência da indústria de petróleo do Japão ao uso de produtos que não fazem parte de sua cadeia produtiva.

Para o consultor, a nova posição da JAMA abre perspectivas de ampliação do uso de etanol naquele país, bem como em outros países asiáticos. Ele lembra que a China já adota, em várias províncias, a mistura com 10% de etanol.