14 de maio de 2008

Apesar de todas as discussões geradas pelas teses não-comprovadas de que os biocombustíveis afetariam os preços dos alimentos, o consumo de etanol continua crescendo no Brasil, onde o álcool utilizado pelos carros é feito de cana-de-açúcar.


Atualmente, mais da metade da gasolina que seria necessária para rodar toda a frota brasileira de veículos já foi substituída por etanol, o que representa enormes ganhos para o Brasil, considerando que o preço do barril de petróleo saltou para mais de US$ 125 e o etanol reduz significativamente (mais de 80%) a emissão de gases de efeito estufa. E isso tudo com 1% da terra arável do País ocupada pela cana-de-açúcar.


Estas foram algumas das constatações apresentadas pelo representante-chefe do escritório americano da UNICA, Joel Velasco, que foi à Espanha como palestrante do World Biofuels 2008, em Sevilha.


Pouco antes da exposição de Velasco, o presidente da Renewable Fuel Association (RFA), Bob Dinneen, disse que o mundo ficou raivoso com o etanol no último ano, se referindo às diversas polêmicas em torno dos biocombustíveis.


O executivo da UNICA, por sua vez, foi irônico ao comentar que no Brasil também há muita gente raivosa com o biocombustível, mas porque querem mais e não menos etanol.


Nos Estados Unidos, por exemplo, onde o álcool combustível é extraído do milho, o impacto nos preços dos alimentos é possível, já que o milho serve de insumo para a produção de alimentos.


“O milho é utilizado para a produção de carne”, disse Velasco, que comparou: “Isso, de certa forma, pode explicar um aumento nos preços dos alimentos, nos Estados Unidos, mas, no caso do Brasil, o etanol de cana-de-açúcar não tem impacto na indústria de alimentos”.


Os especialistas do mundo todo que estão participando do World Biofuels 2008 (termina nesta quinta-feira, dia 15 de maio) também estão apresentando análises sobre a sustentabilidade e os benefícios ambientais dos biocombustíveis, além do uso de insumos não alimentares para a produção de etanol e biodiesel.


A UNICA participa do evento dentro do escopo do projeto Apex-Brasil/UNICA, iniciado em janeiro deste ano, parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O objetivo do projeto Apex-Brasil/UNICA é promover a imagem do etanol brasileiro de cana-de-açúcar como energia limpa e renovável ao redor do mundo.

Publicações Recentes

Preço do etanol atinge maior vantagem frente à gasolina desde 2018

Preço do etanol atinge maior vantagem frente à gasolina desde 2018

O etanol hidratado ampliou sua vantagem competitiva frente à gasolina comum, que chegou ao maior patamar dos últimos oito anos, desde 2018. Em São Paulo, o preço médio do etanol hidratado chegou a R$ 3,70/litro e a gasolina a R$ 6,39/litro na última semana. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Votação pelo nome do senador Rodrigo Pacheco para o TCU

Posicionamento UNICA sobre o E32

Os estudos que embasaram a adoção do E32 foram conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia, seguindo metodologia técnica construída no âmbito do Programa Combustível do Futuro, com participação de representantes do governo, da indústria automotiva, da cadeia de combustíveis e da academia.

Veja Também

Projeto AGORA fará pausa para revisão estratégica de sua atuação

Projeto AGORA fará pausa para revisão estratégica de sua atuação

Criado em 2009 e ganhador de diversos prêmios de expressão nacional, o Projeto AGORA, que reúne 18 entidades e empresas da cadeia produtiva da cana-de-açúcar, vai fazer uma pausa em suas atividades para desenvolver um novo modo de atuação. A decisão tornou-se inevitável após o forte ajuste orçamentário anunciado hoje pela União da Indústria de

ler mais