16 de janeiro de 2018

Na tarde de terça-feira (16/01), o diretor da Departamento de Biocombustíveis da Secretaria de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Ivan Lacerda de Oliveira, esteve reunido com conselheiros e diretores da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) na primeira reunião Plenária da entidade em 2018. Durante o encontro realizado em São Paulo (SP), na sede da associação, o representante do Governo Federal falou sobre temas-chave para a indústria sucroenergética nacional, enfatizando o Programa RenovaBio, sancionado no final do ano passado (27/12) pelo presidente Michel Temer.

Segundo Miguel Ivan, a aprovação da Lei é um divisor de águas para o setor de biocombustíveis. “Abriu-se uma janela para uma competição mais equilibrada entre combustíveis renováveis e fósseis. Agora, será possível valorizar uma unidade de energia pelos ganhos que ela gera à sociedade, ou seja, os benefícios ambientais e socioeconômicos proporcionados pela produção e uso de biocombustíveis, como o etanol”, enfatiza o diretor do MME.

Concebido para incentivar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio do uso de biocombustíveis no setor de transportes, ajudando o Brasil a cumprir suas metas ambientais para 2030 – Acordo de Paris –, a Lei do RenovaBio teve uma das tramitações mais rápidas na história do Congresso Nacional. Lançado no segundo semestre de 2016 pelo MME, comandado pelo ministro Fernando Coelho Filho, o projeto foi protocolado em novembro de 2017 na Câmara dos Deputados, de onde seguiu para aprovação no Senado Federal, em dezembro. Ao todo, antes da sanção presidencial, o RenovaBio passou por quatro consultas públicas no Executivo e mais de 14 reuniões técnicas na Casa Civil.

“São seis meses (até o dia 24 de julho) para indicarmos quais serão as metas decenais e a subdivisão delas anualmente. E teremos até dezembro de 2019 para prepararmos a regulamentação e implementação do Programa, o que se dará em 2020. O mais importante é que temos uma base legal (RenovaBio) e um acordo internacional (Paris), no qual o Brasil se comprometeu em promover 18% de biocombustíveis em sua matriz energética nos próximos treze anos”, ressalta Miguel Ivan.

De forma geral, o RenovaBio pretende impulsionar a diminuição da intensidade carbônica dos combustíveis nos próximos 10 anos. Para promover a substituição de fontes de energia fóssil (gasolina e diesel) por renováveis (etanol e biodiesel, principalmente), será implementado um mecanismo que permitirá a expedição de certificados de redução de emissões de gases de efeito estufa (CBios), títulos financeiros emitidos pelos produtores de biocombustíveis que serão comercializados na Bolsa de Valores.

Publicações Recentes

Veja Também

UNCTAD defende biocombustíveis para desenvolver países de terceiro mundo

Colheita avança na segunda quinzena de julho

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil atingiu 49,44 milhões de toneladas na segunda metade de julho, forte alta de 37,35% no comparativo com as 35,99 milhões de toneladas moídas na mesma quinzena de 2014.

ler mais