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Entidade californiana defende etanol de cana como opção sustentável

7 de dezembro de 2012

O etanol brasileiro é uma solução energética que pode ajudar o estado americano da Califórnia a atingir as metas ambientais estabelecidas pelo Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (Low Carbon Fuel Standard – LCFS, na sigla em inglês). Foi o que afirmou o presidente da California Foundation on the Environment and the Economy (CFEE), Patrick F. Masson, em visita na segunda-feira (12/11) à sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em São Paulo (SP).

À frente de um grupo formado por economistas, empresários e representantes do governo da Califórnia, Masson definiu o encontro na entidade como essencial para aprofundar o conhecimento sobre o combustível de cana. “Buscamos em diversos lugares opções que reduzam as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, até agora, o etanol é a opção de curto prazo mais viável,” destacou.

Os americanos foram recebidos na UNICA pela representante da entidade para a América do Norte, Letícia Phillips, pelo diretor Executivo Eduardo Leão de Sousa e pelo consultor de Emissões e Tecnologia, Alfred Szwarc, que fizeram apresentações sobre a conjuntura do setor, destacando as diversidades ambientais e os novos produtos da cana. Enfatizaram ainda os trabalhos institucionais de divulgação do etanol desenvolvidos em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

“Por causa da LCFS, a Califórnia precisa reduzir em 10% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2020, e o etanol de cana-de-açúcar é o único biocombustivel comercialmente viável capaz de ajudar a atingir essa meta. A visita à UNICA serviu para deixar claro que o setor sucroenergético está pronto para apoiar outros países em seus esforços para cumprir seus objetivos sustentáveis,” destacou Phillips.

A passagem do grupo por São Paulo fez parte de uma programação de 13 dias no Brasil, que incluiu visita a uma das associadas da UNICA, a Usina Costa Pinto (Grupo Raízen). Os visitantes acompanharam a colheita mecanizada e o processo industrial de produção do etanol.

Parceria comercial

Para Phillips, a Califórnia representa mais do que um mercado para o etanol brasileiro. “A Califórnia, através da LCFS, reconhece o biocombustível de cana como um produto de baixo carbono, e isso estimula as exportações e serve como exemplo para os demais estados dos EUA, que assim tomam conhecimento das qualidades ambientais do etanol brasileiro,” destacou.

Somente na safra 2011/ 2012, foram exportados mais de 663 mil litros de etanol para os Estados Unidos, sendo a Califórnia o principal destino. “Ficamos impressionados com os padrões sustentáveis praticados pela indústria sucroenergética. Os californianos ficarão muito felizes em saber como é produzido e de onde vem o etanol consumido em nossos postos de combustíveis,” enfatizou Patrick Masson.