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Esforço entre governo e usinas na Operação Corta Fogo é fundamental

30 de maio de 2012

O clima seco e a estiagem no estado de São Paulo geralmente tem data marcada: ocorrem entre os meses de junho e outubro, quando o fogo no campo e em florestas torna-se um problema, inclusive nos canaviais. É nessa época que ganha importância o trabalho do Corpo de Bombeiros e da Polícia Ambiental, coordenados pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA), tanto para prevenir quanto evitar que eventuais incêndios se alastrem.

“Os incêndios prejudicam a todos, por isso é importante realizar um trabalho conjunto entre órgãos públicos e representantes do setor sucroenergético. A junção de forças é fundamental para combatermos o problema,” avalia Antonio Padua Rodrigues, diretor técnico e presidente interino da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Ele participou na quinta-feira (24/05) da “Operação Corta Fogo – Campo sem fogo, campo com vida 2012”, em Ribeirão Preto (SP).

Para Ricardo Viegas, coordenador de Fiscalização Ambiental da SMA e da Campanha Corta Fogo, “este é mais um ano em que contamos com o envolvimento da indústria da cana-de-açúcar, que ao lado de outros setores produtivos já sofreu grandes prejuízos com os incêndios nessa época do ano.” Viegas também participou do evento, ao lado do secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas.

Prevenção

Coordenada pela SMA em conjunto com o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, administrações municipais e Casa Militar do Estado, a “Operação Corta Fogo” foi realizada pela primeira vez em 2011. O objetivo é estimular ações do setor público, em parceria com a iniciativa privada, para o combate ao fogo, seja acidental ou usado intencionalmente.

“A Operação prevê a integração das ações de prevenção, monitoramento, controle e combate a incêndios florestais,” explica o texto do site da iniciativa. Desde o início dos trabalhos, houve uma redução de 40% no número de ocorrências no Estado.

São cinco os objetivos da campanha: diminuir focos de incêndio no Estado de SP; reduzir emissões de gases de efeito estufa derivados das queimadas; proteger áreas com cobertura vegetal contra incêndios; proteger os recursos naturais; erradicar a prática irregular do uso do fogo; e desenvolver alternativas ao uso do fogo para o manejo agrícola, pastoril e florestal.

O trabalho em parceria das usinas com a Polícia Ambiental para reduzir os focos de incêndio – tanto os acidentais e de origem natural por combustão espontânea, quanto os induzidos – envolve uma grande estrutura. “Muitas das usinas hoje estão equipadas com torres de monitoramento, comunicação via rádio e brigadas particulares treinadas,” conclui Padua Rodrigues.

Em diversas comunidades do interior paulista, é comum o uso da estrutura das indústrias de cana-de-açúcar no combate aos incêndios, pois em muitos casos as usinas dispõem da estrutura mais completas da região no combate ao fogo. A cooperação entre o setor e a Operação Corta Fogo vem de longo prazo, principalmente no que se refere a ações para evitar o alastramento de incêndios em parques e reservas florestais.