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Estande da UNICA divulga atributos sustentáveis da cana na COP21

14 de dezembro de 2015

Posicionado de forma estratégica no pavilhão onde foram realizadas as negociações da Conferência do Clima (COP21), o espaço montado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), chamou a atenção do público que circulou pelo Le Bourget, em especial o de origem estrangeira, em busca de mais informações sobre o papel estratégico dos produtos derivados da cana no empenho contra o aquecimento global. A interatividade foi uma das marcas do estande 100% digital da entidade, que recebeu um total de mais de 280 visitas.

A assessora sênior da Presidência para Assuntos Internacionais da UNICA, Géraldine Kutas, que acompanhou de perto toda essa movimentação, ressalta a boa localização do espaço criado para representar o setor sucroenergético brasileiro no maior encontro climático do planeta. “Estávamos muito bem situados, com um bom fluxo de visitantes, muitos deles autoridades governamentais, representantes de multinacionais e integrantes de Organizações Não-governamentais. Além disso, tivemos entre nossos vizinhos o estande da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que contribuiu para o aumento da visitação ao nosso espaço”, explica.

A participação da UNICA na COP21 foi apoiada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que desde 2008 possui uma parceria visando promover a imagem do biocombustível brasileiro como energia limpa e renovável no exterior.

Interatividade

Durante a COP21, todos que visitaram o local tiveram a chance de colaborar, mesmo que de forma simbólica, para a redução dos gases de efeito estufa (GEEs). Ao responder corretamente um QUIZ com dez questões relativas às diferentes utilizações da cana como fonte para a geração de energia elétrica renovável e de biocombustível, os vencedores garantiram o plantio de 500 mudas de árvores na região do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento hídrico de uma grande parcela da população da cidade São Paulo.

Pessoas de todos as partes do mundo responderam ao desafio e comemoraram o conhecimento adquirido. Foi o caso do diretor do Escritório Regional sobre Informação de Agricultura da Zâmbia, Friday Phiri. “Parar neste estande me estimulou a pesquisar mais sobre o assunto em meu país e avaliar o nosso potencial de crescimento. No Brasil, o etanol é uma ótima solução no combate às mudanças climáticas porque não precisa desmatar nada para fornecer um combustível limpo e renovável. A cana está aí, tudo o que temos de fazer é usá-la,” afirmou.

Para ajudar os participantes a compreender os temas propostos no QUIZ, a UNICA disponibilizou todo o conteúdo do questionário em três vídeos exibidos no espaço. Além disso, foi possível obter informações por meio do sistema QR Code, códigos que podem ser lidos pelos celulares, o que substituiu a distribuição de materiais impressos, ação alinhada aos princípios da Conferência, que pregou a utilização consciente dos recursos naturais.

Bioplásticos
Jorge Soto (Braskem) e Rachel Glueck (UNICA)
Outro acontecimento que gerou grande movimento no estande da UNICA foi o debate sobre o chamado plástico verde, ou bioplásticos, que não usam matérias-primas fósseis. A discussão, que teve a participação do diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto, abordou os diversos usos do produto. Considerado uma tendência no segmento de embalagens, os bioplásticos produzidos a partir do etanol de cana tem conquistado mercados internacionais.

A Braskem, empresa pioneira na fabricação em escala industrial do plástico ‘verde’, completou cinco anos de atuação nesta área, produzindo e exportando para países das Américas do Sul e Norte, Europa, Ásia e Oceania, tornando-se referência de inovação tecnológica na indústria química. Em breve, a íntegra do debate promovido no espaço da UNICA está disponível para consulta no site da Convenção Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, em inglês).

Ao longo desse período, diversas conquistas fizeram com que o bioplástico de cana ganhasse força. Hoje, mais de 80 marcas, que trabalham com embalagens de alimentos, higiene pessoal, ferramentas de jardinagem, e até componentes de carros, utilizam a resina. Entre os clientes, estão Johnson & Johnson, Faber-Castell, Kimberly-Clark, Shiseido e Tramontina.

O destaque fica por conta da Coca-Cola, uma das primeiras a tentar se livrar da dependência do petróleo, ao lançar a chamada PlantBottle, em 2009, feita com 30% de plástico ‘verde’ à base de cana.  Em junho deste ano, a empresa fechou o ciclo de desenvolvimento da embalagem ao anunciar que suas garrafas PET serão 100% compostas de polietileno sucroenergético.

Por ser feito com uma matéria-prima uma fonte renovável, o bioplástico feito de cana ajuda a capturar e fixar o gás carbônico (CO2) da atmosfera, o principal causador do efeito estufa, representando, aproximadamente, 2,15 toneladas do poluente para cada tonelada do produto fabricada.