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Estudo de Harvard mostra que mercado do etanol ajuda o desenvolvimento de países

29 de janeiro de 2010

undefinedPara atender a demanda global de energia seria fundamental um mercado internacional de biocombustíveis confiável e transparente, o que ajudaria a promover a competitividade dos países em desenvolvimento e aperfeiçoar suas economias. A idéia é defendida em um estudo da Harvard Kennedy School, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, divulgada no final de 2009.

O documento aponta como exemplo nações como Suriname, Bolívia, Paraguai, República do Congo e Camarões, onde as taxas de exportação são muito baixas. “Desenvolver o potencial dos biocombustíveis como uma indústria de exportação pode conectar os trabalhadores e comunidades de países ainda em desenvolvimento com a economia global”,  aponta um trecho do estudo.

O trabalho revela ainda que “os biocombustíveis são vistos como substitutos dos combustíveis fósseis nos países em desenvolvimento. Por este ponto de vista, a produção brasileira estaria competindo com magnatas do petróleo da Rússia e Irã, e não com fazendeiros de milho do estado de Iowa – EUA.”

Eficiência em xeque

Para o assessor de Meio Ambiente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Luiz Fernando do Amaral, o estudo enfatiza a necessidade de políticas públicas coerentes nos países consumidores para o desenvolvimento global dos biocombustíveis. “Algumas discussões sobre estas políticas estão desfocadas. Para serem eficientes e promoverem a produção responsável de biocombustível, em escala global, elas devem se concentrar em alguns poucos desafios específicos.”

O trabalho mostra ainda que a produção de biocombustíveis, em especial do etanol de cana, já vem sendo estimulada em muitos países em desenvolvimento como forma de melhorar sua segurança energética, e reduzir a dependência de importação dos países ricos em petróleo.