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Estudo mostra que etanol influi pouco nos preços dos alimentos

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7 de abril de 2008

Durante um período de cinco anos, encerrado no mês de fevereiro, o etanol foi responsável por menos de 2% no aumento total de 16% dos preços dos alimentos nos Estados Unidos (EUA).


A análise é do economista Richard Perrin, da Universidade do Nebraska-Lincoln, que apresentou o resultado de seus estudos na sexta-feira (04/04/08) no evento mensal Nebraska Ethanol Board.


“Claro que o etanol contribuiu”, disse Perrin, “mas é evidente que não é um grande responsável” – referindo-se à alta dos preços dos alimentos nos EUA.


Todos os grãos, segundo o estudo, compõem 3% do custo total dos alimentos. Se todos os preços de grãos dobrassem de valor, os preços dos alimentos teriam um aumento de 3%.


Perrin disse que sua pesquisa e análise não foram patrocinadas pelo setor de etanol. E acrescentou: “não é meu papel estimular qualquer setor da economia”.


A assessora internacional da UNICA, Géraldine Kutas, declarou que o estudo de Perrin agrega valor às discussões sobre o impacto do etanol nos preços dos alimentos. “Finalmente, temos uma projeção com base científica do que já tínhamos constatado: o etanol interfere muito pouco nos preços dos produtos alimentícios”, concluiu Géraldine.


Perrin informou que só foi procurado para apresentar os resultados de seu estudo para o Ethanol Board depois de publicados pela universidade.


O relatório surge no momento em que a produção de etanol tem sido apontada como fator de pressão sobre o custo dos alimentos.


Os preços do milho atingiram altas históricas na semana passada nos EUA, enquanto outros grãos também subiram nos últimos dois anos, parcialmente porque áreas de cultivo foram destinadas ao milho.


Cerca de 40% do aumento de preços do milho, segundo Perrin, pode ser atribuída à demanda por etanol. O restante do aumento da demanda por milho se deve ao aumento da população mundial, crescimento da renda ao redor do mundo e especulações sobre commodities.