14 de julho de 2010

A bem sucedida experiência brasileira com o etanol de cana-de-açúcar foi elogiada na segunda-feira (12/07) em um encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da República Dominicana, Leonel Fernandez. Reunidos na Casa Branca em Washington, os dois líderes discutiam formas de seus países trabalharem juntos para aumentar oportunidades comerciais e negócios, quando o presidente Obama enalteceu os esforços brasileiros com o etanol de cana e sugeriu que outros países, como a República Dominicana, também investissem nesta solução energética limpa e renovável.

Ao entrar no assunto, Obama se referiu à reunião que manteve com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2009, onde pode perceber o significativo progresso ocorrido no Brasil nesta área. “Eu e o presidente Fernandez discutimos formas de trabalhar juntos em questões como segurança energética, assunto no qual minha administração tem muito interesse em parcerias com os países das Américas Central e Latina,” afirmou.

 

Esta não foi a primeira vez que o presidente Obama reconheceu, publicamente, os benefícios ambientais, econômicos e de diversificação energética do etanol de cana. Segundo o representante-chefe da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) na América do Norte, Joel Velasco, este reconhecimento levanta uma questão: “Se o etanol de cana é bom para nossos ´vizinhos,´ por que o governo dos EUA mantém barreiras comerciais, como a tarifa de US$0,54 por galão (3,78 litros) imposta ao etanol importado?”

Velasco frisou que o etanol de cana pode ajudar a melhorar a segurança energética nos EUA, diversificando as fontes de energia e reduzindo a dependência do petróleo importado. No entanto, os americanos não estão se beneficiando desta alternativa limpa e acessível por causa da acentuada tarifa imposta ao etanol importado, que torna o biocombustível de cana muito caro nos EUA. “Ao contrário do etanol, o petróleo importado entra no país praticamente livre de tarifas,”concluiu.

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