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Etanol de cana-de-açúcar conquista mais empresas nos EUA

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16 de setembro de 2008

Dois projetos para produção de etanol a partir de cana-de-açúcar, um no Havaí e outro na Flórida, mostram que cresce o interesse das empresas nos Estados Unidos por alternativas sustentáveis para produção de bicombustíveis. “O etanol brasileiro produzido de cana já atinge patamares de custo, desempenho, redução de emissões e eficiência energética comparáveis aos que se espera atingir no futuro com biocombustíveis de segunda geração, que ainda não estão disponíveis comercialmente”, afirma o representante-chefe da União da Indústria da Cana-de-Açúcar em Washington (UNICA), Joel Velasco. Para ele, “o etanol de cana já se enquadra na definição de ‘biocombustível avançado’. É algo que permanecerá conosco ainda por muito tempo”.

 

A Pacific West Energy LLC vai alugar as terras e instalações de um tradicional produtor de açúcar havainano, a Gay & Robinson, que está fechando as portas depois de 119 anos em operação. A empresa produzia 50 mil toneladas de açúcar a partir de seu canavial de 3 mil hectares. A Pacific West vai produzir 12 milhões de galões de etanol por ano (45 milhões de litros).

 

Do outro lado dos EUA, a Coskata negocia com a maior produtora de açúcar do país, a United States Sugar Corp (Ussugar), para construir uma usina de etanol ao lado das instalações da Ussugar em Clewiston, na Florida. A planta em estudo teria capacidade de produção entre 50 milhões e 100 milhões de galões por ano (189 milhões de litros a 379 milhões de litros). Segundo o porta-voz da Coskata, Matthew Hargarten, a empresa tem intenção de instalar várias outras usinas para produzir etanol a partir de cana na Florida.

 

O etanol feito de cana-de-açúcar tem a melhor relação custo-benefício dentre as plantas tradicionalmente usadas para a produção do combustível. Para medir essa eficiência, são realizados testes para calcular o balanço energético. Isto é, mede-se a quantidade de energia que se obtém no produto final para cada unidade de energia fóssil usada no processo de fabricação. O balanço energético do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar no Brasil é 4,5 vezes melhor do que o etanol de açúcar de beterraba ou trigo. E quase sete vezes melhor do que o etanol de milho, que domina o mercado dos EUA. Veja o gráfico: com a cana são obtidas 9,2 unidades de energia renovável para cada unidade de energia fóssil empregada na produção. No caso da beterraba e do trigo, a relação é de 2 para 1 e no caso do milho é de 1,4 para 1.