5 de fevereiro de 2009

Além de fabricar carros de alto luxo, exclusivos e para poucos bolsos, a montadora inglesa Bentley preparou uma estratégia especialmente voltada á proteção do meio ambiente, que envolve o uso de etanol em motores que já estão sendo desenvolvidos pelos engenheiros da empresa. A iniciativa visa a redução das emissões de gás carbônico (CO2) dos veículos da famosa marca, segundo anúncio feito no final de 2008 pelo presidente da empresa, Franz-Josef Paefgen, no Salão do Automóvel de Veneza.

Para atingir essas metas, a Bentley está investindo tanto nos motores flex como em medidas capazes de reduzir o consumo de combustíveis e as emissões de CO2 de seus carros atuais. São medidas elogiadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que considera a estratégia da Bentley mais um estímulo ao mercado de biocombustíveis.

“No mercado brasileiro, sem exceção, todos os carros importados já rodam com 25% de etanol. A partir daí passar para o conceito flex é um passo natural”, afirmou Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da UNICA. ‘Embora a produção da Bentley seja relativamente pequena, a marca tem prestígio e não estaria adotando o conceito flex se não tivesse uma percepção de que se trata de uma tecnologia bem-sucedida e que tende a se disseminar”.

De acordo com o cronograma da Bentley, os motores flex serão introduzidos progressivamente a partir deste ano e, até 2012, todos os seus modelos de veículos estarão rodando com etanol, em alguma proporção. No site da empresa, há uma seção inteira destinada a explicar o que são os biocombustíveis e de que maneira colaboram com o meio-ambiente (clique aqui para ir ao site da Bentley).

 

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