16 de março de 2026

BRASÍLIA, 16 de março de 2026 — O setor bioenergético inicia a safra 2026/2027 com projeção de produção recorde de etanol, acrescentando quase 4 bilhões de litros ao mercado — volume quase equivalente ao total de gasolina importado pelo Brasil em 2025. O anúncio ocorre em momento de crescente volatilidade nos preços internacionais do petróleo e reafirma a capacidade do etanol de proteger o consumidor brasileiro sem subsídios e sem impacto sobre as contas públicas.

As três entidades reafirmam que o etanol não é uma resposta de emergência, mas uma estrutura que o Brasil levou décadas para construir — e que hoje oferece ao consumidor uma alternativa real ao petróleo, com competitividade de mercado e produção 100% nacional.

O modelo tem dimensão concreta na matriz de combustíveis do país. O etanol — hidratado e anidro — já representa mais de 30 bilhões de litros de gasolina equivalente. Além de ampliar a segurança energética, o biocombustível manteve-se nos últimos anos abaixo da paridade de 73% frente à gasolina na maior parte do mercado consumidor, gerando R$ 5 bilhões em economia em 2025 e mais de R$ 140 bilhões acumulados desde a introdução dos veículos flex, com maiores ganhos nos períodos de alta do petróleo.

O resultado é fruto de uma trajetória consistente de políticas públicas de longo prazo: do Proálcool nos anos 1970 à recente ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27% para 30%, passando pelo Programa Combustível do Futuro, pelo Mover e pelo fortalecimento do RenovaBio. Esse ambiente de previsibilidade regulatória permitiu crescimento de 30% na capacidade produtiva do setor nos últimos anos, com mais de 20 novas plantas com comunicado de construção registradas na ANP — gerando empregos, fortalecendo a economia e garantindo ao consumidor brasileiro uma alternativa competitiva de abastecimento, além de maior segurança energética em um cenário internacional cada vez mais incerto.

 

Signatárias

Esta nota é assinada por Bioenergia Brasil, pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) e pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA).

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