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Com o intuito de estreitar relações com a Índia, o Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu nesta quinta-feira (23), em Nova Déli, o evento “Índia-Brasil – Oportunidades em Energia e Mineração”. A primeira sessão do encontro debateu biocombustíveis, com destaque para o etanol, e teve a Política Nacional Brasileira de Biocombustíveis (RenovaBio) como tema do painel inicial.

A abertura do evento contou com um discurso do Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que abordou temas como petróleo, etanol, eletricidade e mineração, além das complementariedades comerciais entre Brasil e Índia. Assim, o ministro falou sobre a possibilidade de os dois países cooperarem para transformar o mercado global de etanol.

“O Brasil é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar, enquanto a Índia possui a maior indústria de açúcar do mundo. Eu proponho reunirmos esforços e nossas forças para fazer do etanol uma commodity global”, concluiu.

Também presente no evento, a Ministra de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, apoiou a cooperação entre as duas nações e falou sobre benefícios socioeconômicos e ambientais que podem ser gerados por um aumento na produção de etanol na Índia. “Do ponto de vista da Índia, podemos mencionar a redução da poluição nas grandes cidades, maior suprimento de energia renovável e a redução da dependência das importações de petróleo.”

Os benefícios socioeconômicos resultados do aumento da produção de etanol na Índia também foram defendidos pelo diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão. “A produção de etanol no país traz melhorias socioeconômicas para os 50 milhões de produtores de cana-de-açúcar na medida que você gera uma diversificação da atividade, aumento da renda e redução de riscos”, explicou.

Segundo o representante do Conselho da UNICA e diretor para o Brasil da Tereos, Jacyr da Silva, o programa foi muito bem elaborado deixando evidente o entrosamento dos diversos membros do governo brasileiro no apoio ao desenvolvimento do mercado de etanol na Índia. “Esse apoio é importantíssimo para o equilíbrio dos mercados internacionais de açúcar e etanol e para levar este benefício ambiental para os indianos”.

Também participaram do painel o ministro de Energias Renováveis da Índia, Dinesh Jagdale, o ministro de Petróleo e Gás Natural da Índia, Dharmendra Pradhan, e executivos representantes de empresas como Sterlite Power, ONGC, Tata Power, Adani Transmission, Praj Industries e Indian Oil também estavam presentes no evento para debater o setor sucroenergético.