16 de dezembro de 2010

A expansão da frota de ônibus movidos a etanol na Europa, principalmente na Suécia,  serviu como estímulo para que o mesmo conceito de uso de etanol também seja adotado no segmento de caminhões, analisa Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). E esses caminhões, a exemplo dos ônibus também produzidos pela Scania, já circulam em pelo menos três países: Suécia, Noruega e Finlândia.

Segundo Szwarc, o trabalho da Scania para aprimorar a tecnologia de uso de etanol em motores a diesel é digno de nota, pois dá um passo adiante num mercado que tradicionalmente tem sido dependente do óleo diesel. “O uso de caminhões e máquinas agrícolas a etanol pela indústria da cana-de-açúcar é desejável pois permite fechar um ciclo importante,  no qual praticamente todo o processo produtivo passa a ser sustentável, com uso de um combustível de baixo carbono, que reduz em até 70% as emissões de gases de efeito estufa em relação ao diesel e reduz significativamente a emissão de vários poluentes,” explica.

Bruce Atkinson, gerente de produto da divisão de caminhões Green Solutions da Scania, na Suécia, confirma que a mesma tecnologia dos ônibus a etanol está sendo usada em caminhões que já estão sendo oferecidos comercialmente pela empresa. “Não há diferença entre a tecnologia usada nos ônibus e nos caminhões exceto por uma adaptação do chassis. Hoje são mais de uma dúzia de caminhões rodando em três países,” explica Atkinson.

Em novembro, a prefeitura de São Paulo firmou uma meta para um lote inicial de 50 ônibus movidos a etanol na frota de transporte urbano da capital paulista, que serão adquiridos pela Viação Metropolitana. Na oportunidade, o consultor da UNICA informou que a iniciativa do ônibus tornou-se viável por meio do Projeto BEST. “A análise operacional e a confiabilidade desses ônibus foram fundamentais para a viabilidade do trabalho, sem contar os benefícios ambientais que são extremamente atraentes,” explica Szwarc.

Publicações Recentes

Veja Também

Associações lançam Cartilha a bioeletricidade e o mercado livre

Associações lançam Cartilha a bioeletricidade e o mercado livre

Nessa terça-feira (16/04), foi lançada, em Sertãozinho (SP), a Cartilha “A bioeletricidade da cana e o mercado livre de energia elétrica no Brasil”. O objetivo da Cartilha é trazer informações sobre a participação da bioeletricidade no mercado livre de energia elétrica e as principais características daquele mercado.

ler mais
Associações lançam Cartilha a bioeletricidade e o mercado livre

Apoio brasileiro a Moçambique em biocombustíveis é incentivado

Um acordo entre Brasil, União Européia (UE) e Moçambique, que prevê estudos conjuntos sobre o potencial do país africano para produzir biocombustíveis, é muito bem arquitetado e deve servir de incentivo para outras nações, avalia Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Segundo Sousa, Moçambiq

ler mais