fbpx

Fittipaldi e Jank destacam etanol brasileiro em Indianapolis

0
22 de maio de 2008


Na “Capital Mundial do Automobilismo”, às vésperas de uma das mais renomadas corridas do mundo – as 500 Milhas de Indianápolis, um seminário destacou a eficiência energética, a sustentabilidade do processo de produção e o sucesso de mercado do etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil. O detalhe é que em Indianápolis e em todas as provas da categoria Indy, o combustível utilizado é o etanol americano, produzido a partir do milho.


Os aspectos positivos do etanol de cana foram discutidos durante o “Ethanol Summit”, evento promovido no Autódromo de Indianápolis nesta quinta-feira (22/05/2008) pela General Motors, uma das patrocinadoras das 500 Milhas de Indianápolis. O tema foi abordado em palestras do bi-campeão mundial na Fórmula Um e duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, Emerson Fittipaldi, e do presidente da UNICA, Marcos Jank.  Cerca de 60 convidados da General Motors, principalmente jornalistas americanos e europeus, acompanharam as apresentações. 


Para Jank, foi uma oportunidade importante para frisar também a viabilidade do etanol brasileiro de cana no mercado americano, onde o preço da gasolina está em alta, pressionado por seguidas elevações no preço do petróleo e pelo forte aumento no preço do milho, principal insumo do etanol produzido nos Estados Unidos. Vários analistas e até integrantes do governo americano tem sugerido que a entrada de volumes maiores do etanol brasileiro no mercado americano poderia reduzir pressões inflacionárias.


“A corrida de Indianápolis é um mega evento que coloca o etanol em evidência para mais de 500 mil entusiastas do automobilismo, que vem para esta cidade acompanhar a Indy todos os anos, e milhões de telespectadores em mais de 90 países. Neste ambiente, onde o compromisso com os biocombustíveis já é realidade, temos uma excelente plataforma para ampliar a penetração,” frisou Jank.


A alta dos preços da gasolina nos Estados Unidos acontece no início do verão no Hemisfério Norte, época em que os americanos viajam com maior freqüência. A situação vem gerando questionamentos intensos na mídia americana sobre a recente aprovação, pelo Congresso, de uma nova Lei Agrícola com barreiras adicionais à importação do etanol brasileiro.


“Este é um momento importante para se atingir o consumidor nos Estados Unidos, que será o maior prejudicado caso a Lei Agrícola permaneça sem alterações, bloqueando o etanol brasileiro e impedindo uma possível queda nos preços dos combustíveis”. O presidente George W. Bush já anunciou que pretende vetar a lei, mas a elevada votação favorável que o projeto recebeu no Congresso sinaliza que um eventual veto presidencial pode ser derrubado.

Para Emerson Fittipaldi, que recentemente se tornou empresário do setor sucroalcooleiro ao investir em uma usina em Mato Grosso do Sul, a Indy oferece um ambiente excepcional para promover o etanol brasileiro e também frisar as diferenças fundamentais entre ele e o etanol produzido em outros países. “Não há dúvida que temos o melhor produto, e ele precisa ser exposto nos Estados Unidos, que tem o maior mercado consumidor do mundo e onde já existe um compromisso do governo para desenvolver e utilizar o etanol em volumes cada vez maiores,” comentou Fittipaldi.


O ex-piloto está em Indianápolis a convite da General Motors para pilotar uma edição especial do mais tradicional modelo esportivo da marca, um Chevrolet Corvette movido a E85, o etanol comercializado nos Estados Unidos que contém 15% de gasolina. O Corvette verde pilotado por Fittipaldi será o carro-madrinha da 92ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, que acontece na tarde deste domingo, dia 25 de maio de 2008.