2 de dezembro de 2019

Os subsídios ao açúcar continuam pressionando os preços da commodity para baixo e  penalizando os produtores mais eficientes do mundo. Nesse cenário desafiador, reuniram-se em Londres os membros da Global Sugar Alliance (GSA – Aliança Global do Açúcar), que celebra 20 anos de existência.

A GSA nasceu em Seattle, em 1999, quando países que prezam pela livre competição, baseada nas regras de mercado, se uniram para garantir preços justos a quem trabalha com eficiência. Juntos, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Guatemala, África do Sul e Tailândia representam 85% do comércio mundial de açúcar de cana.

No encontro, os membros da GSA reafirmaram seu compromisso de usar todos os meios disponíveis para acabar com os subsídios à produção e exportação que distorcem o comércio do adoçante. Atualmente, os subsídios praticados pelo governo indiano violam os compromissos do país com a comunidade mundial assumidos na OMC.

“Apoiamos totalmente o caso da Austrália, Brasil e Guatemala na OMC. Aguardamos ansiosamente uma solução rápida desse assunto e pedimos à Índia que considere soluções alternativas, que não distorçam o comércio, para lidar com a produção de açúcar excedente”, afirmou o presidente da GSA e diretor administrativo QSL, Greg Beashel.

“O Brasil está trabalhando em estreita colaboração com a Índia, trocando ideias e tecnologia para contribuir com o desenvolvimento de uma indústria local de etanol. O etanol oferecerá à Índia uma  alternativa viável à produção de açúcar. Também ajudará a reduzir a poluição e melhorar a qualidade do ar nas cidades”, explicou Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da UNICA.

Leopoldo Bolaños, da Associação Guatemalteca de Açúcar, explica que “as melhores condições comerciais são do interesse de todos. Nós encorajamos a Índia a trabalhar conosco e cumprir seus compromissos”.

“O aumento dos subsídios ao açúcar na Índia e os pagamentos de Voluntary Coupled Support (VCS) da União Europeia à indústria açucareira atrasaram a reforma agrícola, no momento em que a própria OMC está sob pressão”, comentou Sandra Marsden, Presidente do Canadian Sugar Institute.

“A Global Sugar Alliance está instando os governos a trabalharem com urgência para resolver a disputa sobre o açúcar na Índia e fortalecer a OMC”, disse Vibul Panitvong, Presidente do Conselho Executivo da Thai Sugar Millers Corporation.

“Nossa prioridade é garantir um mundo no qual o açúcar possa ser negociado livremente nos mercados regionais e globais. Isso significa reduzir a proteção de fronteiras, remover os apoios domésticos que distorcem o comércio e eliminar os subsídios à exportação”, concluiu Beashel.

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