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Governo brasileiro ratifica o Acordo de Paris

12 de setembro de 2016

Na manhã da segunda-feira, 12 de setembro, o presidente Michel Temer ratificou o Acordo do Clima em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. As emissões brasileiras representam cerca de 2,5% do total mundial.

Presidente Michel Temer valida Acordo de Paris sobre mudança do climaAs emissões brasileiras representam cerca de 2,5% do total mundial. O Brasil é o terceiro país no ranking de dez maiores emissores do mundo a ratificar o Acordo. China e Estados Unidos, os dois maiores, ratificaram em 3 de setembro, durante a reunião do G20. Agora, o documento do Brasil será enviado para ONU, seguindo o processo formal de adesão.

Vários representantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura estiveram presentes, entre eles Eduardo Leão de Sousa (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Beatriz Millliet (Ibá), Carlos Rittl (Observatório do Clima), Luana Maia (Coalizão Brasil), Marcelo Furtado (Arapyaú), Marina Grossi (Cebds), Mário Mantovani (SOS Mata Atlântica) e Paulo Moutinho (Ipam). Ao todo, a Coalizão reúne mais de 120 associações não governamentais, empresas e entidades empresariais com o objetivo de contribuir para o avanço das agendas de proteção, conservação e uso sustentável das florestas e da agricultura.

Na cerimônia realizada em Brasília, Temer afirmou: “A questão climática não é assunto de um governo ou de outro. É uma questão de Estado.” O  ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, também esteve presente. “A aprovação e ratificação do acordo, feita de maneira célere, sinaliza à comunidade internacional o empenho do Brasil no combate às mudanças climáticas”, declarou. “As mudanças do clima são o maior desafio e oportunidade para reorientar o processo de desenvolvimento nacional.”

O secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, fez um pronunciamento durante a cerimônia, em nome da sociedade civil. Ele lembrou, entre outros pontos, que o país não deve se conformar com a meta de atingir o desmatamento ilegal zero apenas na Amazônia e apenas em 2030, como previsto nos compromissos brasileiros para o Acordo. “Não há justificativa econômica ou ética para continuarmos a conviver com a tragédia da perda da vegetação nativa, que se volta contra o próprio cidadão brasileiro e a própria agropecuária, por seus impactos como a escassez de água”, afirmou.

Para o facilitador da Coalizão, Marcelo Furtado, esse é um marco especial: “Celebramos esse momento, que marca a transformação de intenções em compromissos legais, e, mais uma vez, colocamos à disposição da sociedade brasileira nossa força mobilizadora, a fim de contribuir com a ampliação da competitividade do Brasil em uma nova economia global, cujo estabelecimento é essencial para a mudança do clima e a garantia de um desenvolvimento justo e sustentável.”