12 de abril de 2006

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, anunciou ontem, durante seminário internacional que discutiu energias renováveis, que a prioridade no plano decenal de energia elétrica a ser divulgado nos próximos dias para consulta pública serão as energias renováveis, como solar, eólica e de biomassa.

O plano decenal, segundo o ministro, prevê um aumento da capacidade instalada do Brasil de 40 mil MW.

Segundo estudos do Cenbio, o Brasil tem um potencial de energia com biomassa estimado em 13,5 mil MW, mais do que a atual capacidade instalada da hidrelétrica de Itaipu, que produz 12,6 mil MW. Das fontes primárias de geração desse volume de energia limpa, a cana-de-açúcar responde pela produção de 4 mil MW.

O deputado alemão Hermann Scheer, que participou do evento, elogiou o programa brasileiro de produção de álcool e disse que o Brasil é o único país em que há um programa efetivo para desenvolver alternativas viáveis ao petróleo.

A diretora do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Laura Pôrto, citou o Proálcool como programa fundamental para a viabilização energética brasileira e lembrou que, desde o seu início, o programa permitiu a economia de 1,09 bilhão de barris de petróleo, equivalente a 22 meses de produção da Petrobras. Essa economia impediu a emissão de 615 milhões de toneladas de gás carbônico no meio ambiente. As informações são da Agência Câmara.

Publicações Recentes

Veja Também

BNDES anuncia nova política operacional

BNDES anuncia nova política operacional

O BNDES aprovou, esta semana, as novas políticas operacionais que irão orientar e normatizar as operações de financiamento realizadas pelo banco. Elas estabelecem como prioridades o apoio aos investimentos que promovam a inovação tecnológica. No campo da geração de...

ler mais
BNDES anuncia nova política operacional

PIB do agronegócio desacelera

O ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto do agronegócio caiu de 0,54% para 0,38% em maio de acordo com estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuário do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo...

ler mais