18 de março de 2013

Cresce a busca por informações sobre o setor sucroenergético por grandes universidades estrangeiras. Desde o início do ano até a primeira quinzena de março de 2013, dez comitivas de universitários de diversos países visitaram a sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em São Paulo (SP). Na quarta-feira (13/03) foi a vez dos alunos do curso de MBA de Negócios da renomada Universidade de Notre Dame, considerada uma das 20 melhores redes de ensino dos Estados Unidos (EUA).

“Esta viagem faz parte do currículo da Notre Dame, pois permite ampliar o conhecimento dos alunos através de uma perspectiva internacional. A visita à UNICA ajudou os universitários a entender o funcionamento da indústria da cana brasileira, tão reconhecida pelos americanos,” afirmou a diretora de estudantes, Meg Stiphany.

O grupo composto por 38 pessoas foi recebido pela coordenadora de Relações Institucionais da UNICA, Luana Maia, que destacou em sua apresentação a posição do Brasil como maior produtor de cana do mundo e líder na utilização do etanol e da bioeletricidade, que juntos respondem por quase 16% da matriz energética nacional.

A representante da entidade também detalhou os projetos socioambientais desenvolvidos pelo setor sucroenergético em parceria com o governo e com iniciativas privadas, como o Protocolo Agroambiental do Estado de São Paulo, o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar e o Projeto RenovAção, este último dedicado à requalificação de trabalhadores do corte manual de cana-de-açúcar.

Visitas como a do grupo de Notre Dame à UNICA também foram realizadas pela American University, Northern Illinois University, University of St. Thomas, University of Texas, dos Estados Unidos, além da delegação da Universidade de Hamburgo da Alemanha, entre outras. Até o final de março são esperadas mais duas universidades americanas, e a Universidade de Economia de Praga da República Tcheca.

Entre os questionamentos mais comuns destacam-se dúvidas sobre a plantação de cana em biomas preservados, como a Amazônia, ou como a indústria espera ampliar sua produção sem degradar esses ambientes. A mistura mandatória do etanol à gasolina é outro tema de muitas discussões. “Muitos chegam aqui com pouco conhecimento sobre o setor e esse tipo de pergunta é comum,” afirmou Maia.

Ao longo de 2012, a UNICA recepcionou mais de 150 delegações internacionais de 30 países de todos os continentes. Destas, 22 foram de estudantes de universidades de oito países diferentes.

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