3 de agosto de 2009

Já está nas concessionárias o terceiro carro bicombustível da Honda produzido no Brasil. Trata-se do City, única versão flex-fuel do veículo que, até agora, era produzido em seis países asiáticos (Tailândia, Filipinas, Malásia, Índia, Paquistão e China) e um europeu (Turquia), em versões movidas apenas a gasolina.

“O lançamento deste novo modelo da Honda no Brasil demonstra que as grandes montadoras já não enxergam mais o segmento automobilístico brasileiro como um mercado secundário. Ou seja, para alavancar as vendas de carro no País, as empresas são obrigadas a produzir automóveis bicombustíveis”, avalia Alfred Szwarc, especialista em tecnologia e emissões da União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA).

O novo modelo está sendo produzido na fábrica da Honda em Sumaré (SP), a oitava do mundo e primeira nas Américas a produzir o City. “Mensalmente, serão 4.100 unidades tanto para o mercado nacional quanto para exportação”, informou o gerente de relações públicas da Honda para a América do Sul, Sérgio Bruno Pagnanelli. A mesma fábrica produz também os outros dois modelos flex da montadora produzidos no Brasil, o New Civic e o New Fit.

Além de proporcionar economia para o bolso do consumidor, o uso crescente de automóveis flex no Brasil leva à diminuição no consumo de combustíveis de origem fóssil (gasolina) e, consequentemente, à redução nas emissões de gases de efeito estufa. Em comparação com a gasolina, o uso do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar reduz em até 90% a emissão de CO2 na atmosfera. Segundo Pagnanelli, “a utilização da tecnologia flex nos carros da marca está alinhada à política internacional da empresa na criação de alternativas para a preservação do meio ambiente.”

A Honda está entre as 11 montadoras que oferecem quase 70 modelos de veículos bicombustíveis no mercado brasileiro. Dados divulgados em julho pela Associação Nacional dos fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que 35% do total da frota brasileira de veículos leves já é flex e que 92% do total de automóveis e veículos comerciais leves (ciclo Otto, que exclui motores a diesel) emplacados no primeiro semestre de 2009 foram bicombustíveis. Projeções da UNICA indicam que em 2012, metade dos carros em circulação no Brasil será flex.

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