25 de junho de 2013

O etanol é o grande responsável por São Paulo ter alçado posição de liderança no consumo de energia verde no Brasil. Enquanto o mundo tem 12,5% da matriz energética de origem não poluente, em São Paulo 56% da energia consumida é proveniente de fontes renováveis.

É consenso no setor sucroenergético paulista e brasileiro que a decisão do governo do Estado de reduzir o ICMS sobre o etanol desde 2003, de 25% para 12% – o mais baixo do País, teve papel fundamental para a presença do etanol no mercado na última década. O governador Geraldo Alckmin, que será homenageado durante a cerimônia de entrega do Prêmio TOP Etanol 2013 na noite de 27 de junho m São Paulo, salienta que o Estado também baixou os impostos para usinas produtoras de bioletricidade a partir do bagaço e palha da cana, além de ter desonerado o ICMS do combustível necessário ao lastro do álcoolduto entre Ribeirão Preto e Paulínia.

“Importante ressaltar também que com o Programa Paulista de Biocombustível, determinamos o abastecimento de toda nossa frota pública de veículos com o etanol”, diz. Além disso, recorda-se, o governo de São Paulo reconheceu a quase totalidade das usinas paulistas com o Selo Etanol Verde, emitido para produtores que adotam o uso racional dos recursos ambientais.

O governador, que participou também das edições do Ethanol Summit em 2009 e 2011, acredita que o evento deste ano – que acontece no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, nos dias 27 e 28 de junho – chega mais uma vez para demonstrar a força do etanol paulista. Afinal, no entender de Alckmin não se pode esquecer que São Paulo é o principal produtor de etanol do mundo e responde por 60% do consumo do produto no País. “Esta potência de nossa indústria sucroenergética, da qual o etanol ocupa posição de destaque, reflete diretamente no desenvolvimento do Estado,” diz.

Para o governador, o Ethanol Summit 2013 será a grande vitrine desses avanços, e demonstrará a perfeita sintonia entre o setor e o Governo do Estado. “A credibilidade do evento se deve tanto à qualidade na exposição de tendências e tecnologia, quanto pelo espaço aberto à convergência de ideias e preocupações econômicas dos produtores com nossas necessidades sociais e ambientais,” diz.

Vale lembrar que três em cada quatro cidades do Estado de São Paulo têm estreita relação econômica e social com o setor sucroenergético. No contexto econômico nacional, o setor representa importante fatia do total exportado pelo segmento agrícola. Não por acaso, em São Paulo é desenvolvido o maior conjunto mundial de pesquisas sobre a cadeia produtiva sucroenergética.

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