25 de setembro de 2008


Os biocombustíveis não estão sendo devidamente avaliados como opção para enfrentar o aquecimento global nos vários fóruns dedicados ao assunto organizados pela ONU. Essa foi uma das principais conclusões da mesa sobre Energia e Biocombustíveis do Fórum do Setor Privado da ONU, realizado na sede da entidade em Nova York nesta quarta-feira (24/09/2008), com a participação do presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Sawaya Jank.


 


 


 


 


Composta de dez participantes (ver quadro completo abaixo), a mesa elegeu Jank para relatar suas considerações finais para um público de cerca de 70 líderes empresariais e dirigentes das principais áreas de atuação da ONU. Os integrantes da mesa concluíram que é essencial diversificar fontes de energia, transmitir informações sobre biocombustíveis à sociedade com mais qualidade e precisão. Na avaliação do grupo, os biocombustíveis são parte da solução para questões como o aquecimento global.


Obstáculos ao livre trânsito dos biocombustíveis no mundo, como a tarifa de US$ 0,54 por galão imposta pelos Estados Unidos ao etanol importado, também foram avaliadas. O grupo opinou que com o tempo, mecanismos como esse devem ser abandonados. A certificação dos biocombustíveis também foi abordada, e houve concordância do grupo de que se trata de um objetivo positivo, mas que também deve ser perseguido para os combustíveis fósseis.




“Os biocombustíveis contribuem para mitigar o aquecimento global e certamente deveriam ser plenamente integrados nos debates sobre mudança climática organizados pela ONU, mas isso não vem acontecendo”, comentou Jank em seu relato sobre as conclusões da mesa.


 


No total, oito mesas de discussão foram organizadas para o evento, abordando temas como acesso à água, infra-estrutura agrícola, nutrição, inovação tecnológica e geração de empregos. Entre os inúmeros participantes de destaque estavam o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, o economista Jeffrey Sachs, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que coordenou os trabalhos.



Clique aqui e confira a íntegra, em inglês, do pronunciamento do presidente da UNICA no evento da ONU.



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