17 de novembro de 2015

A biomassa, combustível renovável para a geração de energia, cadastrou 64 projetos para o Leilão A-5, previsto para acontecer em 5 de fevereiro de 2016, e que contratará energia para entrega a partir de 2021, em contratos de 25 anos. Segundo informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em termos de potência instalada, esses 64 projetos totalizam 3.041 Megawatt (MW), representando 6% da oferta total cadastrada para o certame. Esse montante inclui projetos que aproveitam diversas biomassas, sendo predominante o bagaço e a palha de cana-de-açúcar. Também inclui projetos de termelétrica a biogás.

De acordo com o gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar de Souza, que apresentou estes resultados no 10º Congresso sobre Geração Distribuída e Energia no Meio Rural (X AGRENER GD 2015), no dia 12/11, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), apesar de representar somente 6% do total  cadastrado no Leilão A-5, a biomassa inscreveu quase três vezes mais projetos em comparação ao último Leilão A-5, realizado em 30 de abril de 2015.

“Se contratarmos toda a oferta registrada pela biomassa, significará acrescentar o equivalente à potência instalada de quase três usinas hidrelétricas do porte de Sobradinho, na Bahia, que vive seu pior momento em termos de volume do reservatório, inferior a 3% de sua capacidade”, comentou o executivo da UNICA.

Durante sua participação no evento realizado na USP, Souza lembrou também a importância de que o preço-teto do próximo Leilão A-5 seja capaz de viabilizar esta potencialidade energética da biomassa, ou parte significativa dela, evitando-se, portanto, a descontinuidade de contratação de novos projetos de para esta fonte, como aconteceu nos últimos anos.

“Em 2016, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a previsão é que a biomassa acrescente apenas 626 MW novos ao sistema elétrico brasileiro. A fonte biomassa já demonstrou que, com condições institucionais e de preço adequados, pode agregar anualmente, no mínimo, três vezes o que agregará em 2016, já tem um parque industrial local montado para isto. O cadastro do Leilão A-5 mostra que é o momento de o Governo Federal ousar mais e, desta vez, estabelecer preços adequados para começar um processo de revitalizar a participação da biomassa e de sua cadeia produtiva nos leilões regulados”, concluiu Souza.

Para o próximo Leilão A-5, a fonte eólica foi a que mais cadastrou projetos. Foram 864, somando 21.232 MW. Em seguida aparece o gás natural com 36, totalizando 18.741 MW. Empatada com a biomassa na terceira posição está o carvão, com 3.056 MW inscritos por sete projetos. Por fim, em último lugar, consta a fonte hídrica, que registrou 84 projetos somando 1.548 MW.

Para acessar apresentação feita pelo gerente em Bioeletricidade da UNICA, clique aqui.

Publicações Recentes

Veja Também

UNICA vê sinais claros de volta á normalidade no mercado de etanol

UNICA vê sinais claros de volta á normalidade no mercado de etanol

Na medida em que mais usinas começam suas atividades para a safra 2011/2012 de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país, aumenta a oferta de etanol e começa a acontecer uma queda gradual de preços na usina, tanto do etanol anidro quanto do hidratado. Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), esse é o cenário que vem sendo antecip

ler mais
UNICA vê sinais claros de volta á normalidade no mercado de etanol

Produção da Tailândia pode se recuperar

O Conselho da Cana e do Açúcar da Tailândia estimou que a produção de cana-de-açúcar do país fique em 57,3 milhões de toneladas, 22,7% acima da safra anterior. O aumento do preço nos mercados internacional e doméstico está estimulando o aumento da área plantada de...

ler mais