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UNICA participa de debates sobre o mercado mundial de açúcar

21 de dezembro de 2016

No início do mês de dezembro, Londres (Inglaterra) foi sede de importantes eventos do setor sucroenergético.
A cidade recebeu a Bonsucro Week, influente programa mundial sobre sustentabilidade na indústria da cana, que este ano realizou um fórum sobre inovação, desenvolvimento e valores para o setor. A capital inglesa também foi sede da “Conference on Bioeconomy and Second Generation Biofuels”, conferência sobre biocombustíveis promovida pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e que contou com o apoio do Imperial College, renomada instituição britânica com foco em ciência, engenharia e medicina.

Além de participar destes eventos, a UNICA marcou presença em reuniões estratégicas sobre o mercado mundial de açúcar das seguintes entidades: International Sugar Organization (ISO), Global Sugar Alliance e do Conselho da World Sugar Research Organization (WSRO).

Os principais temas debatidos foram: a abertura do painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Tailândia por causa de políticas relativas ao açúcar adotadas pelo país; a salvaguarda exigida pela China, que alega uma disparada inesperada de importações do produto de jan/2011 a março/2016; e outros assuntos, como a taxação do produto em diversos países e as perspectivas em relação ao seu consumo.

Sobre as questões da Tailândia, o executivo da UNICA se pronunciou da seguinte forma: “Estamos questionando algumas políticas adotadas pela Tailândia, como o sistema de cotas para consumo doméstico e exportação, com os preços domésticos acima dos do mercado internacional, e subsídios aos produtores de cana”, comentou o diretor Executivo da UNICA, Eduardo Leão de Sousa, que participou das reuniões.

Já sobre o caso chinês, Eduardo Leão comentou que “o país alega que houve um surto de importações e que isso causa um problema na indústria local. A gente não constatou esse surto. As importações já cresceram há quatro, cinco anos e vêm se mantendo constantes ou com leve incremento, nada que tenha sido inesperado pela China. Juntamente com o governo brasileiro, já estamos nos defendendo junto à autoridade chinesa, questionando essas alegacoes.”