23 de setembro de 2009

A defesa do etanol brasileiro feita pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (23/09), em discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), é correta e importantíssima por ser levada a um público decisivo e global. Essa foi a avaliação do presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank, ao tomar conhecimento dos comentários de Lula em Nova York (EUA).

“É fundamental disseminar mundialmente as importantes medidas que têm sido tomadas no Brasil para garantir o reconhecimento da sustentabilidade socioambiental de nossa produção de biocombustíveis, e o Presidente Lula faz isso ao levar essa mensagem essencial à ONU, e portanto, ao mundo”,  avalia Jank.

Pela manhã, o Presidente Lula afirmou na ONU que o “etanol brasileiro e os demais biocombustíveis são produzidos em condições cada vez mais adequadas, sobretudo a partir do Zoneamento Agroecológico que acabamos de implantar, mandando para o Congresso Nacional”.

O Presidente destacou ainda a proibição da cana-de-açúcar e das usinas de açúcar e etanol em áreas de vegetação nativa. “A decisão vale para toda Amazônia e nossos principais biomas. O plantio da cana-de-açúcar não ocupa mais do que 2% de nossas terras agricultáveis. Distinto de outros biocombustíveis, ele não afeta nossa segurança alimentar nem compromete o equilíbrio ambiental,” acrescentou. Lula mencionou ainda o fato de empresários, trabalhadores e governo terem firmado um importante compromisso para valorizar as melhores práticas trabalhistas do setor sucroenergético, o Compromisso Nacional para o Aperfeiçoamento do Trabalho na Cana de Açúcar.

“Medidas como o Compromisso Nacional, assinado recentemente entre empresários do setor, trabalhadores e o governo federal, são fortes destruidores de mitos que invariavelmente são utilizados para denegrir nossa indústria. É importantíssimo que a existência de medidas nesse sentido se torne de conhecimento amplo e global”, explica Marcos Jank. “O mesmo vale para o Zoneamento Agroecológico da cana-de-açúcar, anunciado na semana passada. A UNICA sempre esteve a favor do zoneamento, e apóia a proposta de que não pode haver qualquer expansão da cana às custas de desmatamento”, concluiu.

Para o presidente da UNICA, o discurso do Presidente Lula é coerente ao afirmar que o crescimento das reservas brasileiras de petróleo não significa que haverá renúncia à agenda ambiental. “Temos certeza que o governo entende que no atual contexto, com as mudanças desafiando o mundo, é muito mais importante para o Brasil continuar sendo reconhecido como pioneiro mundial das energias renováveis e sustentáveis”, enfatiza Jank.

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